É a partir da bem-aventurança que as rosas, as rosas do coração, crescem. E é das rosas que sai a fragrância do amor.
Você não pode dar algo que não tem, só pode dar aquilo que já tem. Se a rosa interior não se abre, todo seu amor nada mais é que palavras. Se a rosa interior se abre, não há necessidade de dizer coisa alguma, nenhuma palavra é necessária. A fragrância em si basta para transmitir a mensagem.
Não importa o lugar em que você esteja ou a pessoa que lhe faça companhia, o amor irradia, pulsa, torna-se uma dança constante de energia ao redor. Mas, primeiro, a rosa do coração tem de se abrir — e ela só pode se abrir se você suprir a necessidade básica, que é a bem-aventurança.
As pessoas amam por desespero. Essa é a coisa mais impossível, não pode acontecer pela própria natureza da existência, não é possível.
As pessoas amam porque estão tristes. Elas procuram o outro porque estão solitárias, e o amor só é possível quando você é feliz. O amor só é possível quando você não se sente sozinho, e sim quando está sozinho; quando você não está chateado consigo mesmo, mas encantado, extasiado consigo.
A meditação ajuda você a ser bem-aventurado... E esta é a corrente: a meditação o deixa bem-aventurado, a bem-aventurança ajuda a rosa do coração a se abrir, e o amor então vem naturalmente, assim como a fragrância vem da rosa.
FONTE: Osho, em "Meditações Para o Dia"
quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Quando a razão diz não e o coração diz sim
O que fazer quando queremos, de todo coração, o outro e, ao mesmo tempo, a razão nos diz: “Calma! Não! Ainda não.” O que fazer?! O que vai ser: amor ou amizade?! Entrega ou abandono?! Verdade ou ilusão?! Medo ou amor? Razão ou emoção?!
A questão hoje é: até que ponto estamos prontos para renunciar ao que temos por uma história de amor?! Não estou tratando aqui daquelas paixões infantis, do amor em uma cabana, de Romeu e Julieta. Estou, sim, convidando você leitor a refletir sobre aquele amor que nos faz melhor. Faz-nos ficar do lado do outro com todas as suas questões.
Importante: também não estou tratando aqui de relações doentes. Aquelas em que o que impera é a violência e a agressão. Não! Falo das relações de dois inteiros, que decidem ficar juntos para construir uma família, estão unidos pelo amor que não cobra, não controla, não mata.
Difícil nos dias de hoje?! É, diria a você que sim! Num mundo global, multicultural e veloz muito além da diversidade, está o descartável. Parece mesmo que vivemos na era do tanto faz. Começo uma relação aqui, termino ali, pego outra lá e assim vamos.
Tudo, tudo descartável.
Pressa
Não há, nesse movimento, espaço para conhecer a si mesmo, o que conta, os sonhos, os planos, a vida, assim como não há qualquer disponibilidade de conhecer ao outro. Seus sonhos, seus planos, sua essência.
Saímos por aí apressados, tentando nos esconder de nós mesmos e entramos em uma relação atrás da outra em busca de um pouco de prazer que anestesie a nossa dor do auto-abandono – e então confundimos isso com amor.
Conheço inúmeras pessoas nessa toada. A vida parece uma roleta russa. E, os relacionamentos, uma fuga. Uma necessidade absurda de se sentir bem – custe o que custar.
Na contramão, bem, na contramão ainda há aqueles que acreditam que uma relação é para sempre. E, então, que delícia! Que bom conviver com amigos que fizeram essa escolha e – sem se anular – evoluem.
Ontem, almoçando com um casal de amigos, que lição!
Eles comemoravam os 25 anos de casados, já com planos para chegar aos 50 anos de casados. Ele afirmava:
“Na minha família é assim. Casamos para construir. Para crescer junto. Não pensamos em nos separar. Não pensamos em começar algo que não tem futuro. Por isso, conversamos, discutimos os problemas muito antes de discutir a relação… Sabemos separar o que é certo e errado do estar certo ou errado. Somos muito felizes. Temos lá nossos altos e baixos, mas o que prevalece é o amor que sentimos um pelo outro.”
Fácil?! Você pode conversar com casais mais velhos e bem sucedidos e então compreender que não, não é fácil. Mas é tão recompensador que vale mesmo todo o tempo empregado.
Então troque, converse com outros casais, converse com seu parceiro ou parceira, aprenda a construir.
Afinal, de fato, não temos mais do que esse momento aqui e agora para dizer EU TE AMO…
Escolhas, sempre escolhas.
Por Sandra Maia (Colunista do Yahoo.com.br)
A questão hoje é: até que ponto estamos prontos para renunciar ao que temos por uma história de amor?! Não estou tratando aqui daquelas paixões infantis, do amor em uma cabana, de Romeu e Julieta. Estou, sim, convidando você leitor a refletir sobre aquele amor que nos faz melhor. Faz-nos ficar do lado do outro com todas as suas questões.
Importante: também não estou tratando aqui de relações doentes. Aquelas em que o que impera é a violência e a agressão. Não! Falo das relações de dois inteiros, que decidem ficar juntos para construir uma família, estão unidos pelo amor que não cobra, não controla, não mata.
Difícil nos dias de hoje?! É, diria a você que sim! Num mundo global, multicultural e veloz muito além da diversidade, está o descartável. Parece mesmo que vivemos na era do tanto faz. Começo uma relação aqui, termino ali, pego outra lá e assim vamos.
Tudo, tudo descartável.
Pressa
Não há, nesse movimento, espaço para conhecer a si mesmo, o que conta, os sonhos, os planos, a vida, assim como não há qualquer disponibilidade de conhecer ao outro. Seus sonhos, seus planos, sua essência.
Saímos por aí apressados, tentando nos esconder de nós mesmos e entramos em uma relação atrás da outra em busca de um pouco de prazer que anestesie a nossa dor do auto-abandono – e então confundimos isso com amor.
Conheço inúmeras pessoas nessa toada. A vida parece uma roleta russa. E, os relacionamentos, uma fuga. Uma necessidade absurda de se sentir bem – custe o que custar.
Na contramão, bem, na contramão ainda há aqueles que acreditam que uma relação é para sempre. E, então, que delícia! Que bom conviver com amigos que fizeram essa escolha e – sem se anular – evoluem.
Ontem, almoçando com um casal de amigos, que lição!
Eles comemoravam os 25 anos de casados, já com planos para chegar aos 50 anos de casados. Ele afirmava:
“Na minha família é assim. Casamos para construir. Para crescer junto. Não pensamos em nos separar. Não pensamos em começar algo que não tem futuro. Por isso, conversamos, discutimos os problemas muito antes de discutir a relação… Sabemos separar o que é certo e errado do estar certo ou errado. Somos muito felizes. Temos lá nossos altos e baixos, mas o que prevalece é o amor que sentimos um pelo outro.”
Fácil?! Você pode conversar com casais mais velhos e bem sucedidos e então compreender que não, não é fácil. Mas é tão recompensador que vale mesmo todo o tempo empregado.
Então troque, converse com outros casais, converse com seu parceiro ou parceira, aprenda a construir.
Afinal, de fato, não temos mais do que esse momento aqui e agora para dizer EU TE AMO…
Escolhas, sempre escolhas.
Por Sandra Maia (Colunista do Yahoo.com.br)
sábado, 9 de abril de 2011
Saudável com personalidade
De todos os fatores de risco para as centenas doenças que nos bombardeiam todos os dias, frequentemente esquecemos de levar em conta um dos mais importantes: nós mesmos. O jeito como você é – sua maneira individual de encarar a vida – pode aumentar seu risco para depressão, distúrbios da ansiedade, síndrome do pânico, insônia, enxaqueca, gastrite, doenças inflamatórias intestinais, obesidade, hipertensão arterial, infarto, derrame e até mesmo câncer.
Para facilitar seu trabalho, enumerei os cinco padrões de personalidade de risco que considero os mais importantes:
Os certinhos
Eles sentem orgulho quando são chamados de perfeccionistas e não aceitam se esforçar para fazer apenas o melhor que podem: devem fazer tudo mais-que-perfeito, e vivem no limite do esgotamento nervoso.
Exemplo: você fica tão aterrorizado com a possibilidade de errar que foge de qualquer mudança em sua rotina. Tudo que é diferente significa uma nova chance de insucesso.
A saída: você pode ser excelente, mas será sempre mais um ser humano. Aprenda a perdoar e conviver com isso.
Os negativos
O mundo é um animal ameaçador com uma mandíbula em cada esquina, apenas esperando sua felicidade atravessar rua.
Exemplo: as coisas dão errado e você ataca com o consagrado “Eu disse, eu avisei, eu sabia…”. Em contrapartida, quando as coisas dão certo, você tira do bolso a variável “Eu estou avisando, depois não venham me dizer que não sabiam…”.
A saída: o primeiro passo é reconhecer esta nuvem que você mesmo plantou sobre sua cabeça. A partir daí, contraponha qualquer pensamento negativo com uma certeza positiva – e siga religiosamente a rotina de pensar sempre no melhor.
Os desiludidos
Eles simplesmente não acreditam mais no rumo que deram para a própria vida.
Exemplo: acabou o papel da máquina copiadora no meio do seu trabalho. Você se senta no chão e pensa em chorar.
A saída: não chute a máquina nem coma o papel que saiu dela. O excesso de estresse pode significar que você não se identifica mais com o propósito daquela atividade e deve procurar novos rumos. Porém, antes de desistir de tudo, veja apenas se você não é um Deslocado que pensa que é um Desiludido.
Os deslocados
Saber trabalhar dentro das próprias limitações é essencial para reduzir as repercussões do estresse sobre sua saúde. Infelizmente, algumas pessoas estabelecem padrões muito além de suas capacidades, criando uma dissonância entre o que devem e o que de fato são capazes de fazer. Terminam o dia sentido como se estivessem no local errado a maior parte do tempo
Exemplo: você gosta de ajudar os outros, mas não suporta ver sangue. Mesmo assim insiste em trabalhar como assistente de uma ambulância de resgate médico, e termina passando mais tempo na maca que os próprios pacientes.
A saída: aceite o fato de que talvez você não tenha feito a opção correta. Acontece. Errar é humano, só não seja mais humano que os outros. Informe-se e escolha com mais consciência da próxima vez.
Os animadinhos
Costumam serem rotulados de “otimistas”, mas basta uma pequena frustração para que a expectativa de realização seja substituída por um comportamento hostil ao extremo.
Exemplo: qualquer pessoa que acha que trabalhar em grupo é “eu falo, vocês obedecem”. E cospe fogo se você não obedece no mesmo segundo que ele fala.
A saída: a natureza possui um ritmo próprio, que independe da sua busca apressada por eficiência. Mas, se você deseja fazer as coisas acontecerem apenas segundo sua vontade, veja se o cargo de Deus está vago.
Fonte: Dr Alessandro Loiola em http://colunistas.yahoo.net/posts/10085.html
Para facilitar seu trabalho, enumerei os cinco padrões de personalidade de risco que considero os mais importantes:
Os certinhos
Eles sentem orgulho quando são chamados de perfeccionistas e não aceitam se esforçar para fazer apenas o melhor que podem: devem fazer tudo mais-que-perfeito, e vivem no limite do esgotamento nervoso.
Exemplo: você fica tão aterrorizado com a possibilidade de errar que foge de qualquer mudança em sua rotina. Tudo que é diferente significa uma nova chance de insucesso.
A saída: você pode ser excelente, mas será sempre mais um ser humano. Aprenda a perdoar e conviver com isso.
Os negativos
O mundo é um animal ameaçador com uma mandíbula em cada esquina, apenas esperando sua felicidade atravessar rua.
Exemplo: as coisas dão errado e você ataca com o consagrado “Eu disse, eu avisei, eu sabia…”. Em contrapartida, quando as coisas dão certo, você tira do bolso a variável “Eu estou avisando, depois não venham me dizer que não sabiam…”.
A saída: o primeiro passo é reconhecer esta nuvem que você mesmo plantou sobre sua cabeça. A partir daí, contraponha qualquer pensamento negativo com uma certeza positiva – e siga religiosamente a rotina de pensar sempre no melhor.
Os desiludidos
Eles simplesmente não acreditam mais no rumo que deram para a própria vida.
Exemplo: acabou o papel da máquina copiadora no meio do seu trabalho. Você se senta no chão e pensa em chorar.
A saída: não chute a máquina nem coma o papel que saiu dela. O excesso de estresse pode significar que você não se identifica mais com o propósito daquela atividade e deve procurar novos rumos. Porém, antes de desistir de tudo, veja apenas se você não é um Deslocado que pensa que é um Desiludido.
Os deslocados
Saber trabalhar dentro das próprias limitações é essencial para reduzir as repercussões do estresse sobre sua saúde. Infelizmente, algumas pessoas estabelecem padrões muito além de suas capacidades, criando uma dissonância entre o que devem e o que de fato são capazes de fazer. Terminam o dia sentido como se estivessem no local errado a maior parte do tempo
Exemplo: você gosta de ajudar os outros, mas não suporta ver sangue. Mesmo assim insiste em trabalhar como assistente de uma ambulância de resgate médico, e termina passando mais tempo na maca que os próprios pacientes.
A saída: aceite o fato de que talvez você não tenha feito a opção correta. Acontece. Errar é humano, só não seja mais humano que os outros. Informe-se e escolha com mais consciência da próxima vez.
Os animadinhos
Costumam serem rotulados de “otimistas”, mas basta uma pequena frustração para que a expectativa de realização seja substituída por um comportamento hostil ao extremo.
Exemplo: qualquer pessoa que acha que trabalhar em grupo é “eu falo, vocês obedecem”. E cospe fogo se você não obedece no mesmo segundo que ele fala.
A saída: a natureza possui um ritmo próprio, que independe da sua busca apressada por eficiência. Mas, se você deseja fazer as coisas acontecerem apenas segundo sua vontade, veja se o cargo de Deus está vago.
Fonte: Dr Alessandro Loiola em http://colunistas.yahoo.net/posts/10085.html
sábado, 2 de abril de 2011
A importância de ouvir a própria canção
A vida é peregrinação e, a menos que o amor se realize, ela continua sendo uma peregrinação, nunca chegando a parte alguma. Ela continua andando em círculos e o momento da realização nunca chega, aquele momento em que se pode dizer: "Eu cheguei lá. Eu me tornei o que vim para ser. A semente se consumou nas flores."O amor é a meta, a vida é a jornada. E uma jornada sem um objetivo tende a ser neurótica, acidental; não terá uma direção. Num dia você vai para o norte e no outro você vai para o sul; a jornada continua sendo casual, nada leva você a lugar nenhum.
Você continuará sendo como uma madeira flutuante lançada à costa pelas ondas, a menos que tenha uma meta definida. Pode ser uma estrela muito distante, isso não faz nenhuma diferença; mas a meta deve ser clara. Distante... se for distante está bem, mas deve estar visível.
Os seus olhos podem permanecer concentrados nela; então a jornada de dez mil quilômetros não será uma jornada muito longa. Se você estiver seguindo a direção certa, então a mais longa jornada não será problema.
Mas, se você estiver seguindo a direção errada, ou não estiver seguindo direção nenhuma, ou seguindo todas as direções ao mesmo tempo, então a vida começa a entrar em colapso. Isso é que é neurose — um colapso de energia, não saber aonde ir, o que fazer, o que ser.
Não saber aonde ir, não saber do que se trata, deixa uma lacuna interior, uma ferida, um buraco negro, e um medo constante vai surgir daí. É por isso que as pessoas vivem tremendo de medo. Elas podem esconder o fato, podem tentar encobri-lo, podem não revelá-lo a ninguém, mas elas vivem com medo.
É por isso que as pessoas têm tanto medo de ter intimidade com alguém — o outro pode ver o buraco negro dentro delas se elas deixarem que o outro chegue perto demais da intimidade.
A palavra intimidade deriva de uma raiz latina, intimum. Intimum significa a sua interioridade, o seu ponto mais íntimo. A menos que tenha alguma coisa ali, você não pode ser íntimo de ninguém.
Você não pode liberar o intimum, a intimidade, porque o outro verá o buraco, a ferida e o pus vazando dela. Ele verá que você não sabe quem você é, que você é um louco, que você não sabe para onde está indo. Que você nem sequer ouviu a sua própria canção, que a sua vida é um caos, que ela não é um cosmo. Daí o medo da intimidade.
Osho, em "Intimidade — Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros"
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