quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Fábula do Pai, do Filho e do Jumento

Em pleno calor do dia, um pai andava pela estrada junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.

"Pobre criança!", exclamou um passante, "suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento, como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto caminhar". 

O pai refletiu sobre este comentário, desmontou do jumento logo adiante e colocou o menino 
sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro transeunte erguesse a voz 
para dizer: 
"Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho
pai corre ao lado".

Esse comentário muito magoou o filho e ele pediu ao pai que montasse também no burro, 

às suas costas. Entretanto logo adiante: 
"Já se viu coisa como essa? Tamanha crueldade para com os animais! - resmungou 
uma mulher usando véu. 
"O lombo do pobre jumento está envergado, e aquele velho que para nada serve 
e seu filho abancaram-se como se o animal fosse um divã, pobre criatura!"

Os dois, alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer qualquer palavra,

desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho 
fez troça deles ao dizer: 
- "Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim!  Por que vocês dois conduzem 
esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de 
montaria para um de vocês?" 

O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o 

ombro do filho e disse:

"Independente do que fazemos, sempre haverá alguém que discorda de nossa ação". 

MORAL DA HISTÓRIA: Seja autêntico, afinal nem Jesus Cristo agradou a todos.

Freud e o lucro dos seus negócios


O que o famoso alemão Sigmund Freud tem a ver com o sucesso de empresários e seus empreendimentos? Muitas vezes, a reposta é simples: tudo. Entender os conceitos da Psicanálise e aplicá-los à prática do universo corporativo pode ser a solução para muitos homens e mulheres que não conseguem entender por que suas empresas não conseguem ter um bom desempenho.
Considerado por muitos como um dos grandes gênios dos séculos XIX e XX, Freud deixou um legado àqueles que buscam o entendimento da própria mente – fato este que, muitas vezes, não é almejado pelos donos de negócios. Sobre isso, vale dizer que um dos maiores desafios é fazer com que empresários entendam que a origem de problemas como baixos resultados financeiros pode não estar em estratégias, funcionários ou sócios. Em grande parte dos casos, o ponto-chave é a própria dinâmica mental desses executivos.
Ao se aproximarem dos conceitos do Pai da Psicanálise, homens e mulheres de negócios “desatam os nós” que possuem, e quase sempre passam a colher os frutos com o melhor desempenho de todos na empresa e, consequentemente, com o aumento dos lucros. Durante a convivência com mais de 1.200 empresários ao longo dos últimos 12 anos, busquei fazer com que entendessem os Mecanismos de Defesa da Psicanálise, algo constantemente presente no cotidiano corporativo.
Praticamente todos os empresários, inconscientemente, põem em prática esses mecanismos, o que prejudica – e muito – o desempenho dos negócios. Ao levar para a empresa um problema mal resolvido em casa, eles aplicam o que Freud chamou de Deslocamento e apenas transferem as preocupações de ambiente. Outro fator presente no comportamento dos donos de negócios é a Negação. Ou seja, eles deixam de enxergar determinado problema para realizar seu objetivo, por exemplo, um investimento arriscado. Mesmo que os números do relatório preparado pelo contador apontem que o momento não é propício para ampliar a fábrica ou fazer contratações, os empreendedores em estado de negação optam pelo caminho do “sei que vai dar certo” e correm até o risco de quebrar.
Além de negar o risco em uma negociação, o empresário, frequentemente, é “muito apaixonado” por seu negócio. Por conta disso, põe em prática a Idealização para justificar uma decisão, especialmente as que parecem não fazer sentido para o restante das pessoas. A chamada Projeção também é algo muito presente no ambiente empresarial. Esse Mecanismo de Defesa pode ser observado, por exemplo, em uma relação de sociedade, com a transferência de desejos ou conteúdos que estão em você ao outro – “ele vive viajando” e “ele vive com mulheres mais jovens” são frases que podem exemplificar esse tipo de atitude. Em linhas mais populares, poderíamos tratar esse último tópico como “uma inveja disfarçada pela visão crítica”, já que os defeitos dos outros são, na verdade, muitas vezes as virtudes que gostaríamos de ter.
Com o conhecimento dos conceitos da Psicanálise e a prática de algumas técnicas, esses comportamentos inconscientes são compreendidos e alterados. Ao mudar sua maneira de pensar, o empresário também passa a agir de forma diferente. Isso potencializa o desempenho de seus subordinados e acaba por ampliar os lucros nos negócios.
 Por Luiz Fernando Garcia – Administrador de Empresas, criador da metodologia de Psicodinâmica em Negócios, e formando em Psicanálise.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A importância de afiar o machado

Pedro era um lenhador que foi procurar emprego em uma serraria no interior da Europa. 

Lá chegando, foi entrevistado pelo gerente da serraria que perguntou: Pedro, quantas árvores você corta por dia? 

-Pedro respondeu: "Em média 20 árvores por dia". 

O gerente ficou impressionado, pois todos na sua equipe cortavam no máximo 5 árvores por dia. Não teve dúvidas, contratou Pedro. 

Ao final do primeiro dia de trabalho, lá vem Pedro com seu relatório, tinha cortado 20 árvores, enquanto a maioria tinha cortado "apenas" 5 árvores.

Na semana seguinte Pedro estava cortando 12 árvores por dia. E com o passar do tempo sua produtividade foi caindo.

Um certo dia, Pedro chegou já ao anoitecer à sede da serraria, estava quieto num canto e triste, carregando o seu machado nas costas.

O gerente percebeu que havia algo errado com Pedro e foi logo perguntando: Pedro o que está acontecendo, quer compartilhar? 

Pedro olhando para o vazio, sem aquele brilho nos olhos visto em seus primeiros dias de trabalho, balbuciou: "Não sei o que está acontecendo"..."sou o primeiro a ir para a floresta, não paro nem para almoçar, sou o último a parar de trabalhar já de noitinha, e não consigo cortar mais do que uma árvore por dia". 

Olhando para Pedro com ar de dó e compaixão, resolveu lhe fazer uma pergunta: 

"Pedro, quando foi a última vez que você afiou o seu machado?" 

Pedro olhando atônito para o gerente balançando a cabeça, arregalando os olhos e com olhar incrédulo falou: 

"Afiar o machado?"

"Tem que afiar o machado?"

Muitas vezes queremos melhor performance utilizando o mesmo ferramental. 

Para obtermos melhores resultados, é preciso investir em aperfeiçoamento técnico ou comportamental.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Os cegos e o elefante

Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo. Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem. 

Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas. Quando todos os cegos tinham apalpado o paquiderme , o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante, então, o que tinha apalpado a barriga, disse que o elefante era como uma enorme panela. O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura. "Nada disso", interrompeu o que tinha apalpado a orelha. "Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto". 

O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: "Vocês estão por fora. O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água...". "Essa não", replicou o que apalpara a perna, "ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste...". Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia. Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam. 

O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem. "O elefante é tudo isso que vocês falaram.", explicou. "Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante. Não devem negar o que os outros perceberam. Deveriam juntar as experiências de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante." 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Palco da Vida, por Fernando Pessoa

Fernando Pessoa (Lisboa, 1888/1935), um poeta e escritor português. 
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, 
e da Literatura Universal e sua obra é considerada um “legado da língua portuguesa ao mundo”.

"Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, 
mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, 
caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, 

amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas

comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. 
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, 

incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar “eu errei”.
É ter ousadia para dizer “me perdoe”.
É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”.
É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que 

ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.

Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. 
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, 
ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário. 


Pedras no caminho? Guardo todas…
Um dia vou construir um castelo!"