sexta-feira, 25 de março de 2011

Pessoas felizes são idiotas?


"Pessoas felizes não são pessoas inteligentes."
Eu estava conversando com um gerente comercial antes de dar uma palestra em Nova York. Eu acho que ele pensou que eu fosse um parceiro de negócios, mas eu me senti um pouco envergonhado ao retomar a conversa... como tópico de minha palestra era caso de pesquisa pela felicidade.

"Pessoas felizes são as únicas que não são inteligentes", ele continuou. "Pessoas felizes não entendem como o mercado funciona ou como as empresas trabalham..."

Estes sentimentos não são incomuns. Creio que nós temos assumido uma cultura de que pessoas felizes são anti-intelectuais, alienadas, ou superficiais. Nós todos ouvimos dizer que bem-aventurado é o ignorante. Mas, de fato, a sociedade tem uma ignorância fundamental sobre esta bem-aventurança.

Aqui está parte de um problema. Todos conhecem alguém que é brilhante e infeliz. E todos conhecem alguém que é bem sucedido e infeliz. Contabilizei ambos os tipos frequentes na minha pesquisa na Harvard e na Fortune 500 Melhores Empresas., e quando você vê estes tipos de indivíduos, é fácil para nós assumir que felicidade não tem relação alguma com sucesso ou inteligência, ou mesmo com ser anti-ético.


Pelo contrário, uma década de pesquisas sugerem que ambos indivíduos (inteligente/infeliz e bem-sucedido/infeliz) estão signicativamente abaixo do potencial que seus cérebros são capazes. Nós sabemos disso parcialmente porque se você aumentar os níveis de emoções positivas, suas habilidades cognitivas e as chances de sucesso sobem. A felicidade é aquela que toda pessoa tem em si: um talento em potencial - em termos de inteligência, habilidade atlética, musicalidade, criatividade e produtividade - e nós estamos mais perto de alcançar a felicidade se desenvolvemos o potencial de nosso cérebro quando cultivamos mais sentimentos positivos em detrimento de sentimentos negativos ou neutros.

Em contrapartida, a dopamina, uma substância neuroquímica liberada pelo nosso corpo que nos ajuda a aproveitar as experiências e a felicidade, tem um benefício auxiliar: ela ativa os partes de aprendizado do cérebro, permitindo ao nosso cérebro se tornar esponjas intelectuais, absorvendo cada vez mais.

Você viu isso no passado. Se você foi mal numa prova na escola e ficou estressado com isso, você provavelmente não lembra das informações após três dias - mesmo que essa informação fosse relevante no seu trabalho.

Mas você provavelmente se lembra de músicas líricas de uma década ou mais, e seu cérebro reteve aquela informação mesmo ela não sendo tão útil para você (ao menos que você a cantasse muito no karaokê). Você lembra daquela informação parcialmente por causao dos padrões musicais e parcialmente porque o sistema de aprendizado do cérebro estava ativado pela dopamina.

Em experimentos psicológicos, uma "orientação" propicia à pessoa experenciar uma emoção; daí nós vemos como aquilo afeta sua performance. Você pode orientar pessoas a se tornar mais altruístas dando a elas alguma coisa sobre você. Quando você orienta uma criança de 4 anos de idade a ser feliz - a motivando a pensar sobre sua memória de felicidade - sua memória espacial aumenta dramaticamente, permitindo-a colocar bloqueios quase 50% mais rápido que em crianças neutras.

Doutores com orientação positiva corrigem diagnósticos 19% mais rápido em oposição aos negativos. Vendedores têm 37% de alta performance em vendas quando otimistas. De fato, uma análise da meta dos empregados nas empresas revela que os resultados das empresas melhoram quando um cérebro é positivo. A felicidade é uma vantagem significativa.

De fato, a felicidade é a maior vantagem competitiva na economia moderna. Apenas 25% de o sucesso do seu trabalho estão previstas baseadas sob sua inteligência e habilidades técnicas, embora invistamos mais em educação e a maioria das empresas contratem baseadas nessa categoria. O "silencioso 75%" do sucesso de uma jornada inteira de trabalho está baseada na sua habilidade de se adaptar positivamente ao mundo: otimismo, criação de suporte social, e encarar o stress como um desafio ao invés de uma ameaça.

Talvez aquele gerente comercial quis dizer que pessoas felizes são superficiais e apenas não imaginam que há muitos problemas no mundo. Nós geralmente erramos ao pensar que as pessoas "engajadas" são as únicas que meditam. O filme mais assustador, o final menos redentor, as pessoas mais artísticas pensam que sim. Quanto mais desarrumado o pintor ou a vida do músico for, mais criativo nós assumimos que eles são. Mas isso não é verdade. Isso requer um incrível poder de imersão para ser positivo e esperançoso em meio a adversidade. Em verdade, emoções negativas germina da parte mais primitiva do cérebro que responde pelo medo e ameaça. Vendo que o negativo é fácil; formulando uma estratégia sognitiva sobre como responder positivamente aos desafios requer alta performance no funcionamento do cérebro.

Pesquisadores como Barbara Fredrickson acham que nós somos negativos, nossos cérebros recorrem ao pensamento "mata mata" em relação ao mundo. Mas quando nós somos positivos, nosso cérebro "amplia e constrói" nos permitindo criar novas formas de sucesso e aumentam o número de possibilidades que nosso cérebro pode processar.

Se você quiser ver o que seu cérebro é capaz hoje na esola ou trabalho, tente incrementar seu npivel de felicidade antes de aceitar o desafio. If you want to see what your brain is capable of today at work or school, try to raise your level of happiness before tackling a challenge.

A conclusão é clara: é inteligente ser feliz.

Shawn Achor é o fundador de Good Think, Inc. e o autor de The Happiness Advantage

sábado, 19 de março de 2011

Ou você existe, ou Deus existe

Uma vez pediram a um rabino que resumisse toda a mensagem da Bíblia. Ele respondeu que toda a mensagem é muito simples e curta. É Deus gritando "Entronize-me!"

Foi isso que aconteceu naquela manhã no rio Jordão. Jesus desapareceu, Deus foi entronizado. Jesus esvaziou a casa, Deus entrou.

Ou você existe, ou Deus existe — os dois não podem coexistir. Se você insiste em existir, então, abandone a busca de Deus; ela não se realizará. Dessa forma a busca é impossível, absolutamente impossível.

Se você estiver presente, então, Deus não pode estar: a sua própria existência, a sua própria presença, é a barreira. Você desaparece... e Deus está. Ele sempre esteve.

O homem vive como uma parte, separado do todo. Ao redor de si, ele cria ideias, sonhos, o ego, a personalidade, e pensa em si como uma ilha, desconectado do todo, sem relação com o todo.

Você já conseguiu ver algum relacionamento entre você e as árvores? Já conseguiu ver algum relacionamento entre você e as pedras? Já conseguiu ver algum relacionamento entre você e o mar? Se não conseguiu, então jamais chegará a ver o que é Deus.

Deus, a divindade, não é nada mais que o todo, a totalidade, a unidade. Se você existe como uma parte separada, desnecessariamente existe como um mendigo. Você poderia ter sido o todo.

E mesmo quando pensa que é separado, você não é — isso é apenas um pensamento na mente. O pensamento não está enganando Deus: está enganando somente você. O pensamento é simplesmente uma barreira para seus olhos se abrirem.

Osho, em "Palavras de Fogo: Reflexões sobre Jesus de Nazaré"

sexta-feira, 18 de março de 2011

Montadoras de carros japonesas são paralisadas pelo terremoto

A indústria automobilística japonesa está paralisada. Na quarta-feira (16), cinco dias após o terremoto e o tsunami que abalaram o Japão, todas as fábricas das maiores montadoras de automóveis (Toyota, Nissan e Honda) ainda estavam fechadas, inclusive aquelas que não haviam sido diretamente atingidas. A número um do mundo, Toyota, estimou a produção perdida em 40 mil veículos. Na Honda, a produção foi interrompida, pelo menos até domingo (16 mil veículos).

Segundo os analistas do banco americano Goldman Sachs, citados pela agência de notícias Bloomberg, as consequências financeiras chegam a 2 bilhões de ienes (R$ 41 milhões) por dia de interrupção para a Nissan e a Honda. Para a Toyota, a conta seria três vezes maior. Depois de terem despencado na segunda e na terça-feira (-12,53% para a Nissan e -14,74% para a Toyota), as ações das montadoras dispararam na quarta-feira: +6,85% para aToyota, +5,44% para a Nissan e +5,74% para  a Honda.

As fábricas poderão retomar sua produção nos próximos dias, mas certamente não por muito tempo, pois embora as instalações não tenham sido destruídas, foi a rede de fabricantes de equipamentos e de seus fornecedores que sofreu. Sem contar a dificuldade para transportar essas peças dentro de um país onde a logística agora está totalmente desorganizada. 

Carlos Ghosn, o presidente da Nissan, declarou na segunda-feira: mesmo que as fábricas do grupo retomem as atividades nos próximos dias, não será por “muito tempo”, pois a rede de fornecedores “está verdadeiramente devastada”.

A particularidade da indústria automobilística japonesa reside em funcionar em “Kanban”: um conceito inventado pela Toyota no fim dos anos 1950, que consiste em produzir somente por demanda. Esse método tem a vantagem de limitar o volume de estoque, e de reduzir seu custo. “As montadoras japonesas devem observar um desafio triplo: retomar a produção apesar dos cortes de energia, abastecer-se junto a empresas terceirizadas apesar do estado das estradas, enviar os modelos para o exterior, sabendo que os portos da costa oriental estão inacessíveis”, explica Yann Lacroix, diretor de estudos setoriais na seguradora Euler Hermès.

Essas disfunções já devem estar tendo repercussões no exterior. O Japão é o segundo maior exportador mundial de veículos, atrás da Alemanha. Mais de um em cada dez carros no mundo sai das fábricas japonesas. Em 2010, as exportações do setor (carros e peças avulsas) representaram US$ 130 bilhões (R$ 217 bilhões). Mais de 8 milhões de veículos foram fabricados no Japão, e metade da produção foi exportada para os Estados Unidos.

“Nós produzimos 47% de nossos veículos no Japão, ou seja, cerca de 4 milhões de unidades, e desse total, exportamos quase metade (1,8 milhão)”, afirma Philippe Boursereau, porta-voz da Toyota na França. Por não conseguir receber peças avulsas, a montadora poderá encontrar problemas de entrega para alguns de seus veículos exclusivamente produzidos no Japão, como por exemplo seu veículo híbrido, o Prius, seu utilitário RAV 4 ou ainda o pequeno iQ.

“Ainda não temos uma imagem muito precisa do estado de nossos fornecedores”, afirma Boursereau. O grupo ressalta, no entanto, que 60% dos carros vendidos na Europa são produzidos no Japão: “Nós temos um tempo de transporte de seis semanas. Portanto, em cinco semanas nós ainda receberemos carros (ou componentes) produzidos antes do terremoto e do tsunami.” As perturbações nas fábricas europeias ou americanas, se houver, são esperadas mais para meados de abril. Nos Estados Unidos, a Toyota decidiu por precaução eliminar as horas extras de suas cadeias de produção.

As montadoras americanas já manifestaram seus temores. “As catástrofes em série que estão atingindo o Japão terão um efeito sobre todas as montadoras”, declarou Chris Perry, vice-presidente encarregado de marketing da General Motors. Muito presente na China, a número dois mundial da indústria automobilística poderá ser afetada também: muitos de seus fornecedores estão situados no Japão.

Da mesma forma, a Ford, que utiliza baterias da Sanyo em seus veículos híbridos, afirmou que estava monitorando de muito perto o estado de seus estoques.

Fonte: Le Monde

Nathalie Brafman 

quinta-feira, 17 de março de 2011

A felicidade é a vocação natural do ser humano

Não há nada tão universal como o desejo de felicidade. Ser feliz é um desejo de todos nós, mas é algo muito particular e subjetivo - cada um de nós tem o seu jeito, a sua maneira de ser feliz e isso muda com a idade, com a época e com o momento.

A felicidade depende mais da forma como vemos e sentimos as coisas da vida do que de fato como elas são, pois mais importante do que o que acontece com a gente é a forma como lidamos com o que acontece. Ser feliz é algo do aqui e agora, por isso é fundamental que a gente aprenda a viver intensamente o presente, não tenha apego excessivo ao passado e muito menos preocupações absurdas com o futuro. As pessoas felizes são as que se comprometem com o presente, priorizam realizar desejos e aproveitam os muitos momentos de alegria que a vida oferece.

A busca da felicidade é o que motiva as nossas ações. Ser feliz não depende de sorte, do acaso e nem do que o dinheiro possa comprar; Depende sim de investimento pessoal, embora o capitalismo nos venda a toda hora a ideia de que podemos conquistar ou comprar a felicidade através do "ter" e que ter dinheiro é garantia de sucesso, de bem estar, de prazer e de alegria na vida. Pura ilusão! Não há relação alguma entre riqueza e felicidade e nem o sucesso é consequência e sim causa da felicidade.

Viver o prazer não deve ser um ideal coletivo obrigatório e sim uma escolha. É certo que algumas características pessoais como bom humor, ser amigável, acreditar no seu potencial, ser responsável por suas escolhas e comprometer-se com as inevitáveis consequências de sua conduta, entre outras coisas, facilita e mobiliza as pessoas para que elas se aproximem, busquem e valorizem mais as pequenas alegrias da vida.

Nós sabemos que os sentimentos não dependem da nossa vontade pessoal, contudo o desejo de buscar uma vida melhor depende da visão de mundo de cada pessoa, da maturidade emocional e do caráter. Seja ético com as pessoas e exercite a gratidão, isso é fundamental para se ter saúde psíquica e bem-estar emocional, atributos tão necessários para se ter paz e felicidade.

É na relação com as pessoas e com o mundo que aprendemos a produzir a felicidade e a lidar com perdas e frustrações. Há muito o que se desejar da vida, mas só o desejo não garante que as coisas aconteçam. É pela atitude que tudo acontece.

Construa uma rede de apoio afetivo e social com as pessoas que sejam importantes para você, mereçam receber amor e fazer parte da sua vida. Cada pessoas se realiza de uma forma absolutamente particular e, portanto, têm desejos diferentes dos seus, por isso respeite as diferenças e se conecte com elas através das afinidades.

A felicidade é uma construção do dia-a-dia e o seu tempo é o presente. Empenhe-se em ser feliz e tornar feliz o maior número de pessoas à sua volta.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Mundo sem Mulheres


Uma homenagem às mulheres de ontem, hoje e amanhã.
O Mundo sem Mulheres
Por Arnaldo Jabour
O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? 

O sujeito quer ficar famoso pra quê?
 

O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?
 

A verdade é que é a mulher o objetivo do homem.
 

Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função da mulher.

Vivem e pensam em mulher o dia inteiro, a vida inteira.

Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente.

Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.

Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.

Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'.

O dito está envelhecido. Hoje eu diria que 'na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'.
 

É você, mulher, quem impulsiona o mundo.
 

É você quem tem o poder, e não o homem.
 

É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.

Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.

E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher.
 

Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens.
 

Já pensou?
 

Um casamento sem noiva?
 

Um mundo sem sogras?
 

Enfim, um mundo sem metas.
ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES: 

1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito. 

3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços. 

4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem. 
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena. 

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora. 

8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo. 

9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio. 

10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão. 

11- O brilho nos olhos quando sorriem. 

12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não..' 

13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza. 

14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'. 

15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta. 

16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram. 

17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer. 

18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'. 

19- As saudades que sentimos delas. 

20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor. 

Mãe é mãe: mentira

Por Martha Medeiros

Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães, ok? 

Desconstruir alguns mitos. 
Não, não precisa se preocupar. 
Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó! 
Vamos lá: 
MÃE É MÃE: mentira

Mãe foi mãe, mas já faz um tempão! 
Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar. 
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista. 
Também é cozinheira e lavadeira. 
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito. 


Mãe às vezes também é pai. 
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão. 
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock e pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado. 


Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): 
moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, 
se quiser também namora, trabalha, adora dançar. 
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora. 


Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres. 
Mãe já foi mãe, agora é mãe também
MÃE É UMA SÓ: mentira
 
Sabe por quê? 
Claro que sabe! 
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso. 


De certa forma, tem duas mães. 
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida. 
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular. 
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa. 
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães. 


Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade. 
O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma. 
Ser mãe é padecer no paraíso: mentira

Que paraíso, cara-pálida? 
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram. 
Cara,estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar. 
Quanto a padecer, é bobagem. 
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar. 


Por exemplo? 


Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que você não tem a mínima idéia de onde fica. 
Aí a barra é pesada, pode crer... 
Maternidade é a missão de toda mulher: mentira.

Maternidade não é serviço militar obrigatório, caraca! 
Deus nos deu um útero, mas também nos deu poder de escolha. 
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los? 
Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas. 
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência. 
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena,mas tem bastante espaço. 


Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa. 


É difícil, mas acontece. 
Mamãe, eu quero: verdade
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua