quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Você é...


Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
 
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê.

Você é o que ninguém vê.

Por Martha Medeiros

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DDD (Dose Doce do Dia) :: Durma bem

Não se deixe enganar: ficar uma hora a mais acordado não significa que você terá uma hora a mais de produtividade. Na verdade, perder horas de sono está diretamente relacionado com a perda de foco e memória. Dormir é vital, por isso aqui estão três formas para aproveitar melhor sua noite de sono:

1. Limpe sua lista mental de afazeres. Escreva uma lista de tarefas inacabadas e problemas não resolvidos antes de se deitar. Coloque tudo num papel para que não ocupem espaço na sua mente fazendo você acordar no meio da noite.

2. Vá dormir mais cedo. Defina um horário para dormir e cumpra-o. Você poderá se sentir como uma criança, mas há uma razão para os pais colocarem as crianças cansadas na cama.

3. Relaxe. Dê a si mesmo 45 minutos de descanso antes de dormir. Beba um chá, leia um livro ou escute uma música.

Por que eu tenho que mudar?

Simplesmente porque o mundo em que nós nascemos não é mais o mundo em que estamos vivendo. Estes são tempos de transição, instabilidade, renovação, inovação e de pluralidade.

Ao folhear uma revista, um jornal ou mesmo assistir televisão, nos deparamos diariamente com matérias ligadas direta ou indiretamente sobre mudança. Mais da metade dos livros de gestão, que foram publicados nos últimos três anos, têm a mudança inserida em seu título ou no subtítulo. Também não faltam seminários, palestras, cursos, encontros de marketing, de administração ou de RH sem que o tema mudança não seja tratado.

Em qualquer empresa, instituição ou mesmo na vida pessoal alguma coisa mudou, está mudando ou precisa mudar. As coisas mudam, as competências exigidas mudam, o ambiente externo torna-se menos favorável, você fica mais complacente e se acomoda. Rivais inesperados, tão ambiciosos quanto você já foi um dia, encontram um modo de alterar as regras e destruir criativamente as coisas que você fez para permanecer eternamente no mercado. Se quiser permanecer na onda de sucesso, você precisa mudar - ou não sobreviverá.

Segundo Max Gehringer, devemos aprender com as mulheres. Observe o exemplo delas em sua escalada no mundo dos negócios. Um levantamento feito em 400 empresas demonstrou que atualmente mais de 50% das empresas tem como sua principal executiva, uma mulher. Na década de 70 esse percentual era zero. Numa única geração, elas decidiram ser melhores do que haviam sido em toda a história, desde as cavernas. Essa lição vale para todos. Quando a gente acorda de manhã querendo ser o melhor, acaba conseguindo.

Mas mudar não é fácil.

Primeiro porque nos remete para fora da nossa zona de conforto, rumo ao desconhecido sem certezas e garantias de resultados, gerando assim medo e ansiedade.

Segundo porque a maioria das pessoas não tem a menor idéia do motivo pelo qual estão mudando, são apenas levados pelo fluxo da multidão.

Será que ainda não entendemos que as mudanças, hoje tão necessárias às empresas e à vida pessoal, para serem realmente eficazes devem passar por um processo de maturação lenta e gradual? E que essas mudanças serão oriundas da soma das pequenas mudanças diárias na forma de agir sobre comportamentos que, não repentinamente, mas aos poucos, alterará a mentalidade e as atitudes?

Mudar não se restringe simplesmente a acionar um botão de liga ou desliga, envolve um processo psicológico baseado em motivos pessoais. Isto é: só muda quem quer.

É importante agir cada um a seu ritmo, no ritmo que é possível naquele exato momento. Cada um precisa de tempos diferentes para decidir, para perceber claramente esse processo de mudança. É um processo que não se deve apressar ou forçar de fora, mesmo que pareça evidente a solução.

Podemos informar, dar nosso parâmetro, nosso apoio, mas não devemos induzir ninguém a decidir. A pessoa saberá quando é o momento dela. E se não souber, continuaremos apoiando-a, até que esse momento se descortine naturalmente frente aos olhos desta pessoa.

O homem, por medo do sofrimento, parece ter se rendido à vontade de não crescer, não envelhecer, não sentir dor, não se cansar, não se aborrecer.

Era o que Nietzsch pensava. "Crescer dói, descobrir dói, amar dói, se apaixonar dói muito".

Desafios e mudanças caminham junto com oportunidades e crescimento. Não aceitar mudanças pode significar bloquear seu futuro. Atualmente, quem se adapta às mudanças apenas sobrevive, para se sobressair temos que promover a mudança.

Viver é estar diante do eterno paradigma ameaças x oportunidades.

Toda mudança traz a semente do novo, do medo, do desconhecido, do ridículo, do falível. Mas por outro lado também traz a oportunidade da experimentação, da inovação, da vitória, do sucesso, da curiosidade, da espontaneidade e da originalidade.

Como diz um provérbio chinês, "Não se salta um precipício em dois laces".

O professor de lingüística da Universidade de Berkeley e um dos mais respeitados pensadores do mundo atual, George Lakoff defende a tese de que as pessoas só mudam suas idéias e postura de vida trocando um modelo mental por outro.

A Neurociência vem nos mostrando que os conceitos que estruturam nosso pensamento são construídos em sinapses no cérebro, explica ele. Para mudar um comportamento X, temos de construir outros modelos em nossa mente. Não basta simplesmente sermos apresentados a novos fatos se eles não fizerem sentido. Eles precisam ser absorvidos para compor um novo modelo mental, algo que só acontece se a pessoa estiver aberta a aprender. Daí ser tão importante estar sempre abastecendo o cérebro com novos conhecimentos de forma a deixá-lo preparado para o diferente.

Mas ainda assim é importante questionar os novos modelos antes de adotá-los. Manter a mente aberta não significa atirar-se ao que é novo só porque é novo. É preciso avaliar bem o momento de "pular o precipício".

E, recorrendo às palavras de Shakespeare, "A prudência é a melhor parte da ousadia". Senão corre-se o risco de cair na conversa de qualquer guru de plantão.

As pessoas simplesmente não enxergam que a vida recomeça a cada manhã e que, sim, tudo pode mudar!
Tudo começa pela humildade, admitindo que ninguém é dono da verdade, inclusive você, sendo assim temos sempre o que melhorar , seguindo o exemplo da filosofia Kaizen*.

Para isso, comece observando as pessoas ao seu redor, sejam profissionais de sua área, não necessariamente somente do seu ramo de atividade até empreendedores do terceiro setor desde que sejam considerados excelentes. Aprenda com as atitudes dos outros.

Busque conhecimento através de livros, revistas, artigos, cursos, palestras, internet enfim onde for possível. Mas lembre-se, existem dois pontos importantes a se considerar, o primeiro é que existe uma tendência em buscarmos conhecimento apenas em assuntos diretamente relacionados ao nosso ramo, profissão ou dia-a-dia e com isso perdendo muitas oportunidades de aprender lições fora da nossa área, por exemplo, se você é engenheiro, busque novos conhecimentos na área de filosofia, deste modo você consegue alterar a sua estrutura de pensamento e por sua vez re-elaborar seus modelos mentais.

O segundo ponto é que nenhum conhecimento é útil se não puder ser aplicado no seu dia-a-dia e com isso venha agregar valor ao seu cotidiano. Essa é uma questão que pode ser avaliada sob o prisma de tendências x pendências. Você sabe a diferença entre elas?

Tendência é o que eu ainda não sei, já pendência é aquilo que eu já sei, mas ainda não implementei.

Pare! Faça uma auto-análise. Quantas coisas você sabe e aprendeu, mas não aplica em sua vida? Com certeza você estudou, se formou, fez uma pós-graduação, concluiu MBA, talvez até um mestrado e um doutorado, já leu centenas, talvez até milhares de livros até agora, assistiu infinitas palestras, participou de dúzias de cursos e workshops. Enfim, sua bagagem de conhecimento é imensa, mas você está conseguindo implementáa-lo? Quanto deste conhecimento já está ultrapassado?

É possível conhecer alguma coisa de verdade ou só achamos que a conhecemos?

Esta é uma das questões mais antigas e mais duradouras da filosofia. Nem todos os filósofos concordam. Alguns acreditam que sim, podemos conhecer de verdade, outros que não. Dentre aqueles que acreditam que sim, temos duas correntes principais: o ceticismo e o dogmatismo. Já os niilistas acreditam que não.

O constante acúmulo de novas informações pode levar a uma mudança no seu conhecimento sobre o assunto. Você pode apenas acrescentar coisas novas ao seu arquivo mental, bem como pode fazer mudanças com elas. É possível que você passe então a acreditar em outras coisas. Isso significa que durante a sua vida, você verá seu conhecimento mudar, e com ele sua razão, ou seja, sua forma de pensar. Quem sabe você até não comece a ver as coisas por outro ângulo?

Conforme o pensamento muda, mudam os conhecimentos e assim mudam as verdades.

A própria verdade muda. Nem sempre o que um povo acha ser verdade é o mesmo que o outro acha. Nem sempre o que uma pessoa acha ser verdade a outra também acha. Mais ainda, nem sempre a verdade corresponde à realidade.

Se até a verdade muda porque você não haveria de mudar?

*Kaizen ('kai' significa, em japonês, mudança e 'zen' para melhor) é uma palavra de origem japonesa com o significado de melhoria contínua, gradual, na vida em geral (pessoal, familiar, social e no trabalho).

FONTE:
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/porque-eu-tenho-que-mudar/58555/

sábado, 24 de setembro de 2011

Os 10 sinais que indicam que sua carreira não anda bem

Ao longo da trajetória profissional, é preciso observar diversos aspectos para se certificar de que tudo está indo bem. Fazer reflexões de tempos em tempos, definir metas, objetivos e elaborar um plano de carreira são fundamentais para alcançar o sucesso.

Em algum momento da trajetória, no entanto, alguns sinais podem indicar que a sua carreira está com problemas e que talvez seja hora de mudar. De acordo com a consultora da DM Especialistas, Giuliana Hyppolito, embora isso seja mais frequênte com os mais jovens, pode ocorrer com qualquer profissional em qualquer momento da vida.

A principal orientação é constatar o mais rápido possível que não é isso que você quer fazer, assumir o desejo de mudar e elaborar o plano da virada. Isso é importante, pois, segundo Giuliana, muitos profissionais passam anos com dúvidas e, quando decidem tomar a decisão fazem de forma impulsiva, sem estratégia, o que pode gerar muita frustração.

Com isso em mente, observe os 10 sinais que indicam que pode ser a hora de mudar:

1- Quando as metas individuais não são atingidas - para conquistar uma carreira sustentável, é preciso que o profissional passe constantemente por um processo de avaliação das suas metas. Nesse sentido, quando se constata que as metas individuais não estão sendo atingidas e que falta de capacidade não é o problema, é possível que o profissional esteja diante de um sinal que indica que sua carreira não está bem.
Diversos fatores podem explicar por que o profissional não foi capaz de atingir suas metas, no entanto, quando isso se torna frequente e ano após ano não se observa melhora, o problema pode estar na carreira escolhida.

2- Insatisfação frequente em relação ao dia a dia – esta questão está diretamente ligada à motivação individual. Observe os fatores que afetam sua vontade de trabalhar. Se o salário está compatível, se você não vê seu chefe como um problema, se você tem oportunidade na empresa, mas mesmo assim existe uma insatisfação ao ir trabalhar, novamente, isso indica que há algo de errado.
Segundo Giuliana, por conta dessa insatisfação, o profissional começa a perder os prazos, passa a deixar os trabalhos em segundo plano. “Ele não abraça mais a causa da empresa”.

3- Novos interesses – é de se esperar que um profissional da área de finanças tenha muito mais interesse nos assuntos relacionados a essa área do que em qualquer outra. O problema é quando a área de marketing, de vendas ou até de recursos humanos começa a chamar muito a atenção deste profissional.
Observe que se interessar por outras áreas dentro da empresa não é negativo e pode até melhorar a performance do profissional dentro da sua área, por ajudá-lo a desenvolver uma visão holística. O fato é que, quando as demais área passam a ser mais interessantes e o profissional se aprofunda nos outros assuntos que não os referentes à sua área, é um sinal claro de que sua carreira precisa ser repensada.

4- O trabalho do outro é mais interessante – na mesma linha do item anterior, aqui o profissional passa a achar os projetos das outras áreas da empresa mais interessantes e até mesmo mais importantes para a organização. Giuliana alerta para esse tipo de avaliação, sugerindo que deve servir de alerta se o indivíduo achar que seu trabalho não tem tanto valor quanto o dos demais.

5- Esperando que as coisas mudem- Giuliana lembra que, mesmo com dúvidas, os profissionais ficam nas empresas e seguem o plano de carreira na esperança de que surjam oportunidades em que eles possam fazer o que realmente gostam. A sugestão é: se você já sabe que não é aquilo que o motiva, não insista na esperança de “um futuro diferente”, pois, na maioria das vezes, ele não acontece.

6- Perda da autoconfiança – quando a carreira não vai bem, os profissionais usualmente perdem a confiança em suas habilidades e competências. Surge então uma forte desconfiança em relação aos seus próprios conhecimentos. “O profissional começa a se sentir incapaz e consequentemente passa a errar mais”, observa Giuliana.

7- Projetos pessoais se sobressaem – é saudável e estimulante desenvolver projetos pessoas, separadamente daquilo que é feito no seu ambiente de trabalho. No entanto, quando uma atividade que sempre ficou em segundo lugar começa a dominar o pensamento e o interesse do profissional, pode ser um sinal de que a carreira precise de mudança.

8- Gaps comportamentais – mudanças de comportamento também são sinais claros de que talvez haja algo errado e, portanto, devem ser observadas. Giulina explica que um caso clássico de um sinal de que a carreira não anda bem é quando um profissional que nunca teve problema de relacionamento começa a brigar constantemente.
Outro desvio de comportamento é quando o colaborador se afasta da equipe e vai se tornando mais individualista. De forma geral, fique atento, caso apresente desvios de comportamento nunca antes observados.

9- Evita se envolver em assuntos profissionais - as pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Faz sentido, portanto, as conversas que travam com amigos, parentes e colegas de trabalho estarem relacionadas ao trabalho que desenvolvem. O profissional que está passando por um processo de mudança vai tentar sempre fugir desse tipo de assunto.
Tudo que estiver ligado ao contexto corporativo não será mais do seu interesse, podendo até mostrar irritabilidade quando a conversa não toma outro rumo. Fique atento a esse sinal: ele pode estar indicando que é hora de mudar.

10- Feedbacks não fazem mais efeito - o objetivo principal do feedback é desenvolver o profissional. É o momento no qual as questão relacionadas à sua performance são levantadas e um plano corretivo é proposto. O mais interessado nesse momento é o próprio profissional, pois é a oportunidade de se desenvolver e crescer dentro da empresa.
Não se interessar pelo feedback é um claro sinal de que sua carreira não anda bem, já que carreiras em processo de desenvolvimento exigem esse retorno.

Como dar feedback negativo adequadamente?

Mantenha suas emoções sob controle. Você não quer criticar as iniciativas de alguém quando está zangado ou transtornado. Provavelmente você vai acabar falando algo que não queria ou reagindo inadequadamente em relação a algo que é dito a você.

Encontre um local privado. Ninguém quer receber  feedback negativo na frente dos outros. Algumas vezes isso é inevitável, mas isso deve ser a última saída. Faça uma reunião na sua sala, ou chame a pessoa numa sala de reunião disponível, ou ainda aproveite o refeitório se estiver vazio.

Foque nas ações dela, não na pessoa em si. Você cria uma barreira imediata quando critica o indivíduo. Ao invés disso, concentre-se naquilo que você quer mudar. Foque no desempenho dele.

Seja específico. Não é bom dizer para alguém “Você tem uma atitude inadequada”. Você precisa identificar ações específicas que a pessoa tomou ou coisas específicas que ela disse se quiser que ela entenda.

Seja oportuno. Feedback negativo deve ser dado assim que possível (logo após o incidente). Se você vê um funcionário ser grosso com um cliente, não espere até sua avaliação anual para dizê-lo. Quantos outros clientes ele terá tratado mal nesse meio tempo? Chame-o na sua sala imediatamente.

Fique calmo. Não fale alto e grite.  A outra pessoa vai ficar na defensiva e não vai escutar o que você está tentando lhe dizer.

Reafirme sua confiança na pessoa. Isto reforça o passo 3, mas aqui você diz que ainda tem confiança nele como pessoa e em suas habilidades: é apenas o seu desempenho que você quer que ela mude. Diga algo do tipo “você é um bom representante de nossa área de atendimento ao cliente, portanto tenho certeza que você vê a necessidade de ser mais paciente com nossos clientes”.

Pare de falar. Depois de ter dito à pessoa que recentes ações (específicas) foram inapropriadas, e porquê, pare de falar. Dê a outra pessoa a chance de responder ou de refutar a sua afirmação. Ouça o que ele tem para dizer.

Defina positivamente os próximos passos. Acorde em que desempenho futuro é adequado para o funcionário. Se há coisas específicas que o funcionário precisa começar a fazer, ou parar de fazer, se assegure que elas foram claramente identificadas. Se há algo que você precisa fazer, talvez assignar um treinamento adicional para o funcionário, acorde isso também.

Siga em frente. Depois de ter dado o feedback negativo e acordado uma solução, siga em frente. Não cultive sentimentos de hostilidade com relação ao funcionário por causa do erro que ele cometeu.  Não paire sobre eles com medo que possam cometer outro erro. Monitore seu desempenho da mesma forma que você faz com os demais funcionário (e não fique obcecado).
 
Dicas:

Dar feedback negativo nunca é fácil, mas se feito adequadamente não é desagradável.

O que você precisa:
  • Um local privado.
  • Uma mente calma.
  • Paciência.
  • Seu senso de humor
FONTE: www.room4d.wordpress.com

Qual é o bem ou o mal contemporâneo?

Uma das coisas mais complicadas de se decidir nos dias de cidades lotadas de gente com opiniões diferentes, gostos opostos, relacionamentos desgastados e estresse profundo é exatamente o que é esse tal de "lado do Bem".

Em uma observação rápida, todo mundo acredita ser "do bem". Até os poucos que acreditam ser "do mal" só o dizem porque para essas pessoas, "o mal" é o lado certo, ou o lado "do bem".

Controverso. Profundo. Louco. Paradoxal. Gente.
A história humana descobriu muitos valores diferentes e antagônicos. Da era das cavernas até a era dos computadores, passamos por xamanismos, imperialismos, monoteísmos, workaholismos, naturalismos, sistematismos e agora ninguém mais sabe qual é o certo certo.
Hoje, é cada um por si. Com tantos valores diferentes nas mãos, temos uma sociedade onde egos entram em confitos constantes. Pessoas apontam o dedo umas pras outras, em acusações cujos dois lados têm razão.
Ou pelo menos dizem ter razão.
Isso mesmo... Porque ser réu ou vítima depende apenas da iniciativa. Quem chamou quem de réu primeiro? Quem se vitimizou primeiro?

Hoje, até quem ataca diz que está se defendendo.
É pra rir... 
Como ficamos tão cegos até chegar a esse ponto? Sofremos a síndrome do sapo escaldado. Historinha velha e conhecida: quando a panela com água esquenta, o sapo morre sem perceber.
Assim também dizimamos relacionamentos em defesa de um certo que é invisível e intangível. Quantas idéias vazias não acabam com relacionamentos... Simplesmente "porque sim"?
Hoje, temos que reconhecer que nenhum desses valores pôde nos dar uma resposta única. Todos eles nos limitam.
Temos que acordar para um novo valor.
Nós gritamos aos quatro cantos dizendo que temos razão. Mas em um mundo onde todos querem ter razão, a única maneira de manter seus relacionamentos saudáveis incluem utilizar com mais frequência uma única frase.
É uma frase simples, que todos conhecem há muito tempo, e ninguém se atreve a dizer.
A frase é a seguinte:

"Você está certo."
 É sério. Se você vive um grande conflito de relacionamentos por conta de uma opinião adversa, quais seriam as chances desse relacionamento melhorar se você simplesmente disser essa frase mágica?
 "Você está certo".
Mas... Se essa frase é tão famosa e conhecida, porque não a usamos com mais frequência?
Na minha opinião (e isso é só uma opinião), existe um problema central na sociedade contemporânea, que é uma crise de auto-estima sem precedentes.
As pessoas sentem falta de se sentirem valorizadas. Elas sentem falta de serem validadas. Justamente por isso, elas procuram o tempo todo alguém que as valide.
No entanto, é raro encontrar alguém capaz de validar outras pessoas. Muito raro. 

Talvez esse tipo de gente seja mais rara do que ouro.
Na minha opinião, vale quanto pesa: ser capaz de validar outras pessoas em suas opiniões, a despeito de si mesmo, é uma qualidade difícil - mas não impossível - de ser desenvolvida.
Para validar outras pessoas, você precisa ser capaz de validar a si próprio, sem depender da validação de outras pessoas.

Isso pode fazer você estar do lado do bem em qualquer meio que você viva.
Você quer ser um verdadeiro campeão social? Dê mais atenção aos outros. Valide. Importe-se. Diga às pessoas do seu convívio que elas estão certas.
Receba de volta mais amizade. Mais carinho. Mais proteção. Mais oportunidades. E um sucesso realmente inesperado pra muitas coisas que antes eram totalmente desafiadoras.
Não coloque você mesmo ou seus valores obsoletos como obstáculos aos seus relacionamentos.
Isso porque você já tem problemas demais pra se preocupar dentro dessa sociedade em mutação e incerteza constantes. Você não precisa ficar nessa de inventar problemas desnecessários.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Neuromarketing

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia e na George Washington University, nos Estados Unidos, mostra que diferentes estratégias de propaganda evocam diferentes níveis de atividade cerebral nas regiões responsáveis pela interpretação e tomada de decisão. A descoberta demonstra como a preferência por produtos e serviços pode ser influenciada pela ação publicitária. O estudo foi publicado no periódico Journal of Neuroscience, Psychology and Economics.

De acordo com os pesquisadores, as propagandas são apresentadas de duas formas. Uma delas é chamada de "persuasão lógica" (PL). Por esta estratégia, os publicitários recorrem a dados do produto na expectativa de convencer o consumidor. Exemplo disso é um anúncio que divulga que um carro tem autonomia de 17 quilômetros por litro de gasolina.


A segunda maneira se chama "influência não racional" (IN). É o tipo de propaganda que tenta, não convencer, mas sim seduzir o consumidor. Por esta tática, em vez de vantagens comparativas, o anúncio pode associar o veículo a, por exemplo, mulheres bonitas.

No estudo, 24 adultos saudáveis - 11 mulheres e 13 homens - observaram 24 propagandas de jornais e revistas enquanto um aparelho media a atividade cerebral. Anúncios do tipo "persuasão lógica" incluíam tabelas, imagens e detalhes sobre escovas de dente ou sugestões para selecionar comida para cães, por exemplo. Já os anúncios do tipo "influência não racional" incluíam imagens de mulheres atraentes vestindo roupas justas.

Os especialistas das universidades americanas descobriram que as diferentes estratégias provocam diferentes níveis de atividade cerebral. As regiões do cérebro responsáveis pela tomada de decisão e processo emocional ficam mais ativas quando indivíduos assistem às propagandas que usam a lógica persuasiva. Anúncios que usam a influência não racional evocam atividades cerebrais menos intensas.


"Os resultados mostram que alguns publicitários, em vez de persuadir, querem mesmo é seduzir os consumidores a comprar os produtos", disse o psiquiatra Ian Cook, chefe da pesquisa .

De acordo com ele, os resultados sugerem que o baixo nível de atividade provocado por propagandas do tipo "influência não racional" podem levar a um comportamento menos inibido: o consumidor teria menos resistência a comprar os produtos anunciados.

Já as imagens de persuasão lógica estão consistentemente ligadas às maiores atividades das regiões do cérebro envolvidas na tomada de decisão e interpretação emocional. Se o estímulo é maior, mais conscientes somos sobre determinado anúncio.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original:
Regional brain activation with advertising images

Onde foi divulgada: Journal of Neuroscience, Psychology and Economics

Quem fez: Ian Cook, Sarah K. Pajot, David Schairer, Andrew F. Leuchter, Clay Warren

Instituição: Universidade da Califórnia e George Washington University, ambas nos Estados Unidos

Dados de amostragem: 24 adultos saudáveis; 11 mulheres e 13 homens

Resultado: Propagandas de jornais e revistas que utilizam a estratégia da "influência não racional" provocam menos atividade nas regiões cerebrais responsáveis pela tomada de decisão e interpretação emocional.


FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/propagandas-podem-seduzir-seu-cerebro-diz-estudo

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Inteligência emocional é mais valorizada do que QI

Levantamento mostra que 59% dos recrutadores não contratariam profissional com QI elevado e baixo quociente emocional.

A habilidade de controlar as próprias emoções e de saber reagir de forma adequada à atitude dos colegas de trabalho é uma característica bastante valorizada nos profissionais. Até mais do que a inteligência medida pelo QI.

Levantamento da CareerBuilder mostra que 71% dos 2.662 executivos de RH pesquisados afirmam valorizar mais a inteligência emocional (IE) do que o QI em seus funcionários. Isso vale tanto na hora de contratar como na de promover. A pesquisa mostra que 59% dos recrutadores não contratariam um profissional com QI elevado e baixo quociente emocional (QE).

Quando se fala em promoção, a porcentagem é ainda maior - 75% se dizem mais propensos a valorizar o funcionário que lida melhor com as emoções. Quando questionados sobre por que a inteligência emocional é mais importante do que aquela medida pelo QI, os executivos de RH dizem que funcionários com alto QE conseguem manter a calma sob pressão, sabem resolver conflitos efetivamente, têm empatia com suas equipes, lideram pelo exemplo e tomam decisões de negócios mais bem pensadas.

Os gestores de RH explicaram, ainda, como detectam profissionais com elevado QE em suas equipes. Esses funcionários normalmente admitem e aprendem com seus erros, controlam as emoções durante as discussões, apresentando argumentos bem pensados, escutam mais do que falam e demonstram boa vontade sob pressão. A pesquisa foi feita entre os dias 19 de maio e 8 de junho com gestores americanos.

FONTE: Tapp News

Boa aparência e o Sucesso Profissional

No último domingo no caderno Carreira e Empregos da Folha de São Paulo, havia uma matéria sobre a importância da aparência pessoal no mercado de trabalho. Felipe Gutierrez trata do tema apresentando ao leitor em novo livro: “Beauty Pays” (em tradução livre “A beleza remunera”) do americano Daniel Hamermesh.

Segundo ele, e mais uma vez, é salientada a importância de procurarmos a melhor aparência pessoal se quisermos ter mais chance de sucesso profissional. Ele vai um pouco mais além, informando que as pessoas consideradas bonitas pelo senso geral, acabam por serem mais bem remuneradas em cerca de 17%.

E entre esses índices, a pesquisa que realizou mostrou que essa desigualdade salarial atinge mais homens do que mulheres! (A diferença entre os salários das mais feias e mais bonitas ficam em torno de 12%).

Obviamente a competência técnica não será deixada de lado em favor da beleza, mas nem por isso podemos menosprezá-la e andarmos mal vestidos ou trajados de maneira inadequada ao nosso mercado de atuação. A aparência é um grande aliado em sua carreira.

Um dos capítulos do livro Os Sete Pecados do Mundo Corporativo (Ed. Vozes, 2011) abre exatamente com a discussão, cada vez mais comum, de que hoje em dia a formalidade nos trajes é menos requerida. Muita confusão existe a respeito desses limites.
E quando se fala de limites nesse caso, logo aparece outra tênue linha divisória: a do tão polêmico “Capital Erótico”.

A socióloga Catherine Hakin, em seu livro “Erotic Capital” (com lançamento previsto no Brasil em 2012), chama à nossa atenção para características de personalidade que podem trazer resultados positivos no campo profissional como a vivacidade e a atratividade sexual.

Nós, mulheres, sabemos o quanto um comportamento mais “charmoso” pode facilitar os caminhos a serem percorridos numa carreira, mas a dificuldade está em percebermos a forma de nos utilizarmos dele sem cairmos no extremo da vulgaridade.

Na verdade o uso do nosso capital erótico acontece na maior parte das vezes de forma involuntária, como acontece com a inteligência. Se a pessoa é detentora de um capital erótico relevante, acabará por utilizá-lo mesmo sem ter essa intenção (tanto homens como mulheres). E se tiverem o dom de perceberem as nuances dessa ferramenta de atração, poderão ser muito beneficiadas com seu uso mais direcionado e comedido.

Mas, assim como no caso da inteligência, muitas pessoas não possuem naturalmente um capital erótico significativo e deverão, portanto, se utilizarem de recursos extras para atingirem o mesmo fim (como no caso da pessoa pouco inteligente, mas que se dedica aos estudos com voracidade e acaba atingindo seus objetivos também).

Nessa hora, uma dedicação maior à produção de um visual elegante e adequado ao mercado vai compensar a falta do charme inato.
Assim, percebemos que o assunto é bastante intrigante e dá mesmo margem a muita discussão. Muitos livros novos sobre o assunto estão chegando ao mercado para acirrar a discussão.


Podemos encerrar dizendo que vale a pena, portanto, dedicar um tempinho a mais para se produzir melhor ao ir para o trabalho, procurando alcançar um visual mais atraente e bonito e a ele juntar as práticas da boa educação, gentileza e etiqueta. Feito isso, o caminho para o sucesso profissional se tornará, certamente, mais curto.

Por Ligia Marques
@ligiamarqs
www.facebook.com/ligiamarquesetiqueta

http://pratiqueetiqueta.blogspot.com
www.ligiamarques.com.br

Efeitos analgésicos do amor

Olhar fotos de pessoas que amamos pode diminuir dor física

Sentimentos amorosos ativam sistemas primitivos no organismo, o que causa um
impacto direto na forma como sentimos dor, atenuando a sensação de desconforto.
 
A constatação é do cientista americano Sean Makey, da Universidade de Stanford, na Califórnia. Para investigar esse efeito “analgésico” do afeto – em especial da paixão – o pesquisador analisou 15 universitários que declararam estar “loucamente apaixonados”.
 
Cada estudante deveria levar uma foto da pessoa pela qual estava enamorado e outra imagem de alguém que achasse atraente, mas com quem não tivesse nenhuma ligação romântica.
Durante os testes, os participantes deveriam segurar um objeto que poderia ficar muito quente ou muito frio – de acordo com regulagem feita pelos cientistas – o que causava dor em algumas vezes. Enquanto isso, os jovens deveriam olhar para as fotografias que haviam levado e, em seguida, definir o grau de dor sentida.

Os resultados mostraram que a imagem da pessoa amada realmente diminui a sensação de dor, o que não aconteceu quando os voluntários olhavam para alguém considerado atraente.
 
Os pesquisadores associam o fato à liberação de ocitocina, um hormônio que regula a reprodução em mamíferos, incluindo os processos de lactação e parto. Além disso, a ocitocina influencia em comportamentos sociais como o estabelecimento de vínculo entre parceiros e entre mãe e filho.
 
Segundo Makey, ainda é muito cedo para que os médicos receitem “paixão”, mas ele acredita que a descoberta pode auxiliar em determinados tratamentos.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/efeitos_analgesicos_do_amor.html

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O custo da liberdade

Para Jean-Paul Sartre, filósofo francês do século XX e pai do existencialismo, estamos todos condenados à liberdade. Não à liberdade política, por certo, mas à liberdade existencial. Liberdade de podermos construir ou reconstruir aquilo que acreditamos ser a nossa essência. A essa falsa essência, a psicologia chama de identidade. A identidade não é imutável e nem natural ou inata, como a ideia de essência. Ela é mutável, artificial e criada por nós mesmos a partir de determinadas influências sociais. Mas apesar de toda essa precariedade, uma vez construída uma identidade, ela funciona como se fosse uma essência.

Parece incrível, mas temos a liberdade de mudarmos nossa personalidade, de gostarmos muito de quindim hoje e detestá-lo amanhã, de curtir de montão música clássica hoje e amar axé amanhã, mas isso nos desagrada. Preferimos a ideia de que temos uma essência e tentamos agir de forma coerente com ela. Não cobramos essa coerência apenas de nós, mas dos outros também. Estranhamos as mudanças alheias e reagimos a elas com muito mais ênfase do que reagimos às nossas próprias mudanças. A liberdade, para quem quer ter uma essência, é realmente uma condenação. Somos livres, mas não queremos ser e não sabemos o que fazer de nossa liberdade. Aliás, sabemos sim, negamo-la.

Mas por que recusamos a liberdade existencial? Pelo preço a ser pago por ela: a angústia. Explico com um exemplo. Imagine-se num restaurante self-service. Quando está a se servir, depara-se com uma escolha: sushi ou feijoada? As duas iguarias estão disponíveis e você é livre para se servir de uma ou outra. Ambas lhe apetecem. Você é amante de sushi e também de feijoada, mas o prazer do sushi exige a ausência da feijoada no prato e vice-versa. Só feijoada ou só sushi é prazeroso, mas sushi e feijoada no mesmo prato é indigesto. Opção excluída pelo princípio que norteia a sua alimentação: o do prazer. Só resta a escolha: sushi ou feijoada?

Eis o momento em que advém a angústia. A dúvida sobre qual a melhor vida possível, a com sushi ou a com feijoada? A liberdade nos coloca diante de escolhas e estas, por sua vez, causam em nós a angústia. A angústia seria um medo sem objeto claramente definido. Medo alimentado pela incerteza da alma que oscila incerta entre dois mundos possíveis.

Tragicamente, a angústia não acaba quando escolhemos. Diante do prato de feijoada podemos sempre continuar nos perguntando se realmente fizemos a escolha certa para aquela refeição. Se nossa vida é realmente melhor com a feijoada do que com o sushi. Eis a angustia que advém quando das encruzilhadas da liberdade e que permanece, que é prolongada pelas nossas incertezas sobre a existência escolhida. A angústia é a sensação negativa advinda da constatação do peso moral de nossas escolhas ou de nossa responsabilidade.

Não gostamos da angústia e, assim como a ideia da morte e da finitude que nos amedronta, tentamos fugir dela através de ilusões sobre a vida, como se fosse possível uma vida eterna ou sem angústia. A estratégia que, consciente ou inconscientemente, adotamos para fugir da angústia é a alienação de nossa própria liberdade. Representamos a nós mesmos como seres sem liberdade, que desculpa o atraso de horas dizendo que teve que parar numa liquidação imperdível. Ou como a amiga que lhe culpa pela quebra da dieta, porque você cozinha bem. A alienação, num sentido moral, é a da nossa liberdade existencial e, portanto, de nossa própria responsabilidade para com a nossa vida e a dos outros.


Por Júlio Pompeu, graduado em Direito e em Filosofia, mestre em Direito e doutorando em Psicologia.