Que tipo de líder você é?
Abaixo tem alguns perfis de líder, um deles pode ser o seu:
FONTE: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/carreira-livro-lideres-suas-forcas-678279.shtml
sexta-feira, 20 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Você ainda pesquisa preço?
Quando criança eu tinha impressão de que minha mãe comprava mais do que hoje quando ia ao supermercado. Hoje sei que era só impressão.
Naquela época (década de 80), a inflação era como uma montanha-russa, onde os preços viviam num sobre e desce sem fim. Em dois dias você tinha variação de preço de mais de 50%. Por isso, as compras eram feitas para estocar, pois não sabíamos se no outro dia estaria o mesmo preço.
Como aliado, o brasileiro tinha aquele caderninho no qual fazia a pesquisa de preços de sua lista de compras para economizar no máximo de itens que pudesse.
Na década de 90, o Brasil se abriu aos produtos importados e com a adoção do Plano Real a inflação se estabilizou proporcionando ao consumidor brasileiro maior poder de compra e acesso a produtos de ponta.
Durante os últimos 15 anos, o perfil de consumo e hábitos dos brasileiros foram se transformando. Alguns fatores externos que contribuíram para a formação do atual consumidor brasileiro foram:
1. Aumento de divórcios: este fator aumentou o número de pessoas sozinhas, o que criou um novo nicho de mercado, com demanda de produtos e serviços específicos, como alimentos industrializados em embalagens single, autosserviços, etc.
2. Investimentos em saúde: houve um crescimento do número de idosos devido ao incremento da medicina preventiva, maior acesso a medicamentos de uso contínuo subsidiados pelo governo, proporcionando às pessoas da terceira idade o aumento da expectativa de vida e melhor qualidade de vida. O nicho de mercado da terceira idade também tem exigido produtos e serviços personalizados e que ainda não está sendo explorado.
3. Aumento do poder aquisitivo: com maior poder de compra, o consumidor brasileiro atual que antes se preocupava com o básico agora pode comprar o supérfluo. Com isto, o brasileiro teve acesso mais facilmente a crédito e financiamentos de longo prazo, o que proporcionou a aquisição do primeiro computador, do primeiro carro e também da casa própria. Além de experienciar viajar de avião, conhecer lugares nacional e internacionalmente. O brasileiro também teve acesso ao ensino superior com a adoção de políticas educacionais e de financiamento estudantil que estão proporcionando qualificação da mão-de-obra, fato que aumenta a competitividade no mercado de trabalho e aquece outros setores da economia como os cursos profissionalizantes, de idiomas e agências de intercâmbios.
Para esta nova classe de consumidores deu-se o nome de classe C ou nova classe média. Este consumidor que antes fazia pesquisa de preço de tudo, faz agora somente pesquisa de preço em produtos de alto valor agregado como refrigeradores, notebooks, entre outros.
Com a nova onda de consumo desenfreado, o efeito colateral é o aumento da inadimplência e da inflação, que apesar das medidas adotadas pelo governo de controle ao crédito, os índices ainda estão altos.
Agora voltamos para nosso antigo caderninho, lembra? Aquele de pesquisa de preços.
Ou não?
domingo, 1 de abril de 2012
Os dois lados da moeda
Hoje ao assistir um programa local sobre as melhores empresas para se trabalhar fiquei muito entusiasmada. Vi quantas empresas locais estão investindo em profissionalização, tanto em aspectos tecnológicos como os de capital humano.
Além de empresas multinacionais e nacionais estarem direcionando as atenções e investimentos para a economia de outras regiões do país fora do polo sul e sudeste.
Este fato se deve à mudança do perfil econômico da sociedade brasileira com a emergência da nova classe média brasileira, a chamada classe C.
Com maior poder de compra, a classe C vem consumindo mais e exigindo das empresas maior qualidade em produtos e serviços.
Apesar das previsões de economistas brasileiros sobre uma leve recessão em 2012, o mercado vem ainda saboreando grandes resultados até o momento.
O que poderá provocar uma desaceleração na economia este ano será a falta de investimentos no setor industrial, em especial em novas tecnologias para produzir em escala maior e atender a demanda crescente de uma economia aquecida como a que está vivendo o Brasil.
Você pode pensar: Ah, no que isso vai me afetar? É simples. Basta imaginar a economia como uma engrenagem mecânica. O mercado consumidor com grande potencial de consumo está apto a comprar cada vez mais. O comércio depende da indústria que lhe provê os produtos para atender a demanda do mercado consumidor. Porém, a indústria não conseguirá fornecer e satisfazer a demanda total deste mercado consumidor.
Resultado: produtos e serviços mais caros.
Portanto, neste contexto econômico vale a pena rever os atuais hábitos de consumo e racionalizá-los e ter em mente aquilo que nossos avós faziam: guardar hoje para ter no amanhã.
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