sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Autoconhecimento pela Janela de Johari

Quem você realmente é? Uma pessoa dinâmica e empreendedora ou alguém impulsivo e agressivo? As definições que você interpreta sobre seus comportamentos nem sempre são reais. Já se perguntou como as pessoas a sua volta o veem, de verdade?

O ser humano distorce as suas percepções para sentir-se mais competente do que é. A maioria das pessoas tende a exagerar suas habilidades e a não reconhecer suas falhas, e a maior consequência é que estas distorções induzem as pessoas ao erro, o que quase sempre as deixam frustradas e infelizes.

Uma pesquisa realizada pela Right Management, empresa especializada em soluções de consultoria, com quase seis mil participantes, mostrou que 48% responderam que “não estão felizes no trabalho”. Essa infelicidade provavelmente é fruto do baixo autoconhecimento, pois é comum as pessoas aceitarem um emprego sem analisar se as suas características de personalidade têm relação com o desafio do cargo.

Se, por exemplo, você se acha uma pessoa super divertida, e nem seus amigos o convidam para sair, provavelmente sua autopercepção está errada.

Uma maneira de diminuir a distorção entre suas percepções e as dos outros sobre você é usar a Janela de Johari – criada em 1955 por dois psicólogos americanos, Joseph Luft e Harrington Ingham.


Vamos a elas:
  • Arena: nesta janela se encontram os comportamentos conhecidos por você e por aqueles com quem você convive. Todos deveriam aumentar sua arena, pois os pontos fortes ficam mais evidentes e acabam sendo valorizados. Os pontos fracos também ficam explícitos, dando-lhe a oportunidade de ajustá-los ou aceitá-los melhor.
  • Mancha cega: aqui a pessoa não percebe o impacto (positivo ou negativo) que os seus comportamentos causam, mas quem convive com ela percebe imediatamente. Para diminuir essa janela, você precisa aceitar feedbacks e analisá-los como caminho para se conhecer melhor. Reconhecer uma crítica não significa mudar a personalidade, e sim entendê-la melhor;
  • Fachada: são os comportamentos que, pelos mais diversos motivos, a pessoa conhece, mas não quer que os outros conheçam. É na fachada que está a intenção de controlar os outros. Mas, atenção: jogar muito tempo na fachada é um péssimo negócio, as empresas podem não ter tempo para esperar que suas verdadeiras atitudes sejam mostradas;

  • Desconhecido: representa fatores a personalidade que a pessoa não tem consciência e que os outros a sua volta também desconhecem. É o quadrante das motivações inconscientes.

O grande objetivo de usar a Janela de Johari é reforçar seu autoconhecimento para saber quais são os seus verdadeiros talentos e usá-los a seu favor.

Portanto, aumente a sua ARENA, posicione-se de uma maneira mais transparente e saiba interpretar, de maneira construtiva, a opinião dos outros ao seu respeito.

Só assim você saberá analisar se a empresa em questão é certa para você, e se você é o profissional certo para ela.

Por Eduardo Ferraz

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um novo marketing para um novo mercado de luxo

Shockvertising” e “Porno Chic”. Esses são dois termos que, segundo Alice Goubault de Brugière e Roxane Barry, alunas da Escola de Negócios da Universidade de Halmstad, começam a ser muito pelas marcas de luxo nas redes sociais. As alunas estudaram, principalmente, o impacto que as redes sociais têm sobre a forma de se comunicar das grandes maisons francesas, e analisaram como estas vêm utilizando o Facebook como veículo de vendas para seus produtos.

O luxo tem a mesma importância para a França que a monarquia para a Inglaterra, exceto que o mercado de luxo gera cerca de 35 bilhões de euros para os franceses. Porém, um mercado que começou principalmente alardeando a exclusividade parece estar aderindo a veículos bem populares, que são as redes sociais, com o objetivo de incrementarem as vendas.

Segundo as estudantes, uma das perguntas-chaves do seu trabalho foi identificar se a exposição da marca no Facebook não seria um “tiro no pé” para as empresas de luxo. Porém, fica claro para ambas que em termos de ferramentas de marketing e conceitos de notoriedade, tanto marcas “normais” quanto as de luxo se utilizam dos mesmos instrumentos. “De fato, marcas de luxo são parcialmente exclusivas, mas não podem alcançar todas as gerações ao mesmo tempo”, cita o texto. Porém, uma estratégia que vem sendo utilizada por algumas dessas marcas é anunciar em páginas privadas, longe dos olhos curiosos de todos os mortais.

O que preocupa, no entanto, é a forma como estas marcas vêm explorando estes espaços para a venda de produtos. Tanto o shockvertising quanto o porno chic contrastam com os valores culturais e éticos da maioria da população francesa, isso se assumirmos que o mercado visado por estas marcas é o francês. De certa forma, porém, agrada principalmente a culturas mais despojadas.

O Shock advertising ou Shockvertising é um tipo de publicidade que geralmente ofende a audiência por meio da transgressão de valores e normas morais. Foi uma técnica muito utilizada pela Benetton, por exemplo. Já o porno chic explora a nudez, o corpo e muitas vezes os genitais masculinos ou femininos na publicidade. Um exemplo pode ser visto aqui.

Um blog francês, em um dado momento, questionou: “Etes-vous pour ou contre le porno chic ? Les avis sont très partagés. Forme d’expression publicitaire sans conséquences pour les uns, utilisation dégradante de l’image de la femme pour d’autres. ( Você é contra ou a favor ou porno chic? As opiniões são muito divididas. Forma de expressão publicitária sem consequências para uns, utilização degradante da imagem feminina para outros)”.

A conclusão das autoras do estudo é de que tanto o shockvertising quanto o porno chic precisam focar o grupo certo de pessoas, isso inclui o uso de técnicas que protegem os anúncios daqueles que teoricamente não fazem parte do grupo de consumo da marca nas redes sociais. Como podemos ver, nem sempre as redes sociais são sinônimas de popularesco. O espaço é grande, e parece que todos já estão por lá, até mesmo os “exclusivos”. Para ler a tese completa, clique aqui (arquivo em PDF e em inglês).

FONTE: Network4b.com (20/08/11)

domingo, 21 de agosto de 2011

A psicologia subserviente da propaganda


Cada um de nós está sujeito de 3.000 a 10.000 exposições de marca todos os dias através dos comerciais de TV, dos outdoors, banners na internet, e também nas camisetas dos vizinhos ou no cafezinho com os colegas de trabalho.

Nos dias atuais, as empresas estão encontrando diferentes maneiras de aplicar elementos da psicologia comportamental em suas propagandas e campanhas de marketing, mas isso não é um campo novo.



Várias pessoas desempenharam papéis-chave no novo casamento entre psicologia e propaganda.

Com todos os consumidores expostos à propaganda diariamente, poucas tendências de fato emergem. Hoje, os consumidores são bombardeados por jargões, pop-ups, endosso de celebridades e outros métodos que têm se tornado comuns.

Em 1895, Harlow Gale, um dos primeiros psicólogos a trabalhar com propaganda, enviou um questionário à empresas de Minnesota para estudar o processo da propaganda nas pessoas. Apenas 10% das empresas responderam, mas mudariam mais tarde sua sintonia.

Em 1903, Walter Dill Scott publicou “Teoria e Prática da Propaganda”, no qual ele argumenta que as pessoas são altamente sugestionáveis e obedientes. Ele ganhou visibilidade com sua contribuição científica ao envolvimento psicológico na propaganda.

Em 1920, John B. Watson disse que a propaganda eficiente apela para emoções inatas: amor, medo e raiva. Ele também acreditava em endosse de celebridades e pesquisa de mercado, usando dados demográficos para definir o público certo de consumidores.

ESTRATÉGIAS DE MARKETING MAIS UTILIZADAS

1. As marcas usam jargões para falar com seus consumidores de forma mais intimista. Como na maioria das propagandas, os jargões exigem uma resposta emocional dos consumidores, criando associações com o produto.

2. Está provado que o approach “Experimente Antes de Comprar” é extremamente eficiente. “Grátis” é uma das palavras mais poderosas na propaganda, incitando os consumidores a experimentar novos produtos todos os dias.
3. Testemunhos na propaganda têm o objetivo de dar aos consumidores prova que eles não estão perdendo seu tempo. O testemunho mais eficiente dá menos chance à objeções por parte do consumidor, além de tirar dúvidas que ele possa ter.

4. Uma celebridade bem conhecida representando um produto aumenta a credibilidade de uma marca. As pessoas estão mais dispostas a acreditar em uma celebridade com uma reputação positiva mesmo que a empresa não seja tão popular.

5. As pessoas sempre estão procurando por bons negócios. Propagandas que oferecem  um percentual de desconto, desconto em dinheiro, ou um vale-desconto levam os consumidores a comprar mais facilmente.

6. Dar aos consumidores um prazo, ofertas com data para terminar, ou estoque limitado também incentivam as compras. Pesquisas mostram que propaganda com ênfase na pressão do tempo são mais eficientes para produtos caros como eletrônicos, por exemplo.

7. Propagandas que mostram atributos e resultados de um determinado produto atingem em cheio o cérebro do consumidor.  Citar os resultados de um produto pode ajudar o consumidor a entender como ele funciona.

8. O boca-a-boca é uma propaganda poderosa. Mais do que o endosso de testemunhos de celebridades, as pessoas acreditam em seus amigos. Propagandas podem sugerir que os amigos dos consumidores já usam e amam um produto.

COMO INFLUENCIAR O SUBCONSCIENTE DE SEU TARGET

1. FAÇA SUA LOGO FALAR COM SEU CONSUMIDOR: pesquisadores têm descoberto que a exposição à marcas podem ter um grande impacto sobre tudo, desde um consumidor honesto a um consumidor criativo. Quando estamos expostos a logos, elas ativam uma série de associações que temos com aquela marca, nos levando a exibir comportamentos que são consistentes com a imagem da marca.

2. FAÇA-O FELIZ COM SEUS PRODUTOS: nem toda propaganda é desenhada para falar sobre as propriedades de um produto. Pesquisas sugerem repetidamente mostrar um produto (sabão em pó, por exemplo) cercado de coisas que sentimos serem boas (flores e nascer do sol). Isso nos faz sentir bem em relação ao produto, um processo chamado de condicionamento afetivo.

3. FAÇA-O QUERER PAGAR MAIS: publicitários querem fazer uma venda, e recente pesquisa sugere que eles podem influenciar seu subconsciente para uma compra maior. Um estudo publicado no Jornal de Pesquisa do Consumidor sugere que repetidas exposições à marcas de luxo podem de fato ajudar a induzir compras grandes.

4. FAÇA-O REVIVER LEMBRANÇAS: pesquisas têm mostrado que algumas propagandas têm o poder de distorcer as lembranças de uma pessoa. Do mesmo modo, testemunhas de um crime podem ser levadas a acreditar que viram alguma coisa que não viram. Portanto, consumidores podem ter suas lembranças revisadas. Desde que a lembrança seja maleável, publicitários poderiam converter consumidores que pensavam ter uma experiência ruim com um determinado produto.

5. MOTIVE-OS: você não está louco – as lojas realmente estão gritando. Pesquisas mostram que os consumidores fazem mais compras impulsivas quando são mais estimulados. A loja de música tem o som nas alturas para aguçar os ouvidos de quem passa, o que enfraquece o auto-controle. Diferentes tipos de música podem obter diferentes respostas dos consumidores.

FONTE: BuySellAds.com

sábado, 20 de agosto de 2011

Perfil de cada casal

Segundo especialistas, casais são fortemente influenciados pelas experiências que você teve ao longo da vida.
Especialistas explicam que quando somos crianças, absorvemos informações como esponjas. Então não dá para evitar sermos guiados pela maneira como nossos pais ou nossas famílias agiam.

O padrão de atitudes que nos rege quando entramos em um relacionamento também tem explicação. Quando começamos uma nova relação, pensamos nela como uma 'nova página', e então queremos fazer tudo 'da nossa maneira'. Confira o tipo de casal que você e seu parceiro formam:

PERFEITINHOS: São duas pessoas maduras, que sabem lidar com suas diferenças e não têm o menor interesse em possíveis conflitos. Quase perfeito, não? Mas acabam tornando-se acomodados e a relação pode ficar sem emoção. Especialistas explicam que o casal perde a espontaneidade e, por isso,não haverá nenhum desafio. E eles alertam para a falta de "fogo" nessa relação.

CARA-METADE: São iguais em tudo. Opiniões, hobbies, gostos e até nas roupas. Geralmente, são rotulados como "melhores amigos" e têm uma ligação muito forte. Mas, se não houver bom-senso, se fecham no seu mundinho e deixam todos de fora, inclusive filhos e amigos. A vida sexual desse casal sofre, pois não há o diferencial que cria a paixão.

PAIS E FILHOS: Um lado se sente "responsável" e vive para mimar o parceiro. É mais normal quando o casal já tem filhos. Especialistas explicam o porquê dessa relação: a parte que mima sente que tem um propósito de vida nessas ações. O perigo: um virar dependente e o outro supercontrolador.

NO PEDESTAL: Um lado do casal tenta ser o centro das atenções, enquanto esse se faz de distante. A graça é que o primeiro gosta dessa "busca". E, sem perceber, os dois trocam os papéis, para não ficar tão chato. A parte perigosa é que os dois acaba, dependentes um do outro.

ÍDOLO E FÃ: Nesse casal, um lado é perfeito em tudo e é bajulado pelo outro lado. Mesmo quando os dois são igualmente bem sucedidos, um sempre ofusca o outro. O perigo é quando o "ídolo" começa a inferiorizar o "fã". Essa relação geralmente dura pouco, pois não há espaço para nenhum dos dois "evoluir". É normal o ídolo ter vários relacionamentos com fãs diferentes.

CÃO E GATO: Brigam o tempo todo, em casa e na rua, por qualquer motivo. Tudo isso só para poder fazer as pazes depois. Psicólogos alertam, no entanto, que se um dos dois fizer algo que quebre a confiança do casal, a relação vira um inferno.

CASAL NATUREZA: Ama tudo que está associado à natureza: passeios, entre outros. Sempre que pode o casal procura paz e calmaria, locais inexplorados, trilhas, campings. Praias desertas com lindas paisagens é o sonho de consumo desse casal.

CASAL NIGHT: Ama a noite, festinhas, bares e bastante badalação. Sempre é convidado para eventos e, se puder, não perde nada. Gosta da noite e de conhecer novos locais.

CASAL MINHA CASA É MEU DESCANSO: Sua casa é perfeita, programa é a televisão, DVDs de lançamentos, jantares íntimos, o conforto do lar. Sair é sempre compromisso, mas o retorno ao lar é tudo de bom.

CASAL TECNOLOGIA: Seus sonhos de consumo são sempre os últimos lançamentos do mercado, sabem de tudo sobre tecnologia. Seu celular é maravilhoso, seu laptop de última geração, seus investimentos estão sempre direcionados às coisas que revolucionam o mercado.

CASAL CONTAS E PLANEJAMENTO: Tudo é contabilizado, os dois são ótimos organizadores, tudo está no controle. Sabem como gastar e poupar no orçamento doméstico. Aproveitam a vida com organização e planejamento. Por isso, sempre programa viagens, compras domésticas. São grandes administradores de suas casas.

FONTE: Caderno MULHER (jornal O Liberal, 21/08/11)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Especialistas indicam 10 passos pós-demissão

Por Patrícia Basílio (FOLHA DE SÃO PAULO, 18/08/2011)

Há quantro meses desempregada, a designer Juliana Melo, 28, corre contra o tempo para ser realocada no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, continuar antenada às novidades do setor em que atua.

Para aumentar o "networking", conta, produziu cartões de visita e está elaborando portal para divulgar o currículo e para publicar trabalhos. "Caso não encontre emprego rápido, consigo, pelo menso, projetos temporários para ganhar dinheiro", aponta ela, que afirma realizar cursos livres e gratuitos para aumentar as qualificações.

Aproveitar o período de desemprego para fazer "networking" e estudar é alternativa mais bem-vista pelos recrutadores nos processos seletivos, apontam especialistas e consultados pela Folha.

O desapontamento com uma demissão inesperada, aponta Eliane Figueiredo, presidente da empresa de recrutamento e seleção Projeto RH, é comum. No entanto, ela ão deve prolongar-se. "Quem tenta entender o motivo da demissão no lugar de procurar outro emprego acaba afundando-se cada vez mais."

Segundo a especialista, o profissional deve planejar o período de desemprego. Ou seja,  avaliar se precisa tirar férias ou se deve investir em cursos de aperfeiçoamento. "Os recrutadores analisam o que profissional fez [e o porquê] durante o tempo em que ficou fora do mercado", indica Figueiredo.

Cultivar o "networking", porém, deve ser priorizado em qualquer circunstância, aconselha Mariciane Gemin, sócia-gerente da Asap, consultoria de recrutamento e seleção. "Antes de descansar, o profissional deve distribuir currículos e agendar encontros para, então, aguardar as oportunidades", aconselha.

Para qualificar-se e ganhar experiência, a arquiteta Carolina Lorca, 24, faz pós-graduação em design e auxilia os pais na administração da rede moveleira da família. "Aproveito o tempo livre para agregar valor ao meu currículo", destaca ela.

Os 10 passos para aproveitar o tempo fora do mercado de trabalho, segundo especialistas:

1. Cultive o "networking"
2. Tire férias para descansar
3. Realize uma autoavaliação da carreira
4. Vá ao médico e faça exames de rotina
5. Participe de cursos intensivos de idiomas
6. Invista em treinamentos ou pós-graduação
7. Frequente congressos e eventos gratuitos
8. Viaje ao exterior para adquirir fluência em idiomas
9. Leia jornais e revistas especializadas no setor que atua
10. Envie currículo e agende encontro com ex-colegas de trabalho

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

12 dicas para Vendas Psicológicas

Muitas literaturas e gurus de marketing ensinam idéias simplistas sobre psicologia. Eles insistem que as pessoas podem ser completamente compreendidas e manipuladas através de uma lista de fatores motivadores ou da pirâmide de necessidades.
Que nonsense! Eu não consigo nem imaginar porque o cara da pet shop coloca 75 latas de ração para gatos em uma sacola e uma minúscula caixa de doces em outra de modo que eu vou para meu carro inclinado para um lado. Como eu posso resumir a psicologia humana em poucos tópicos?
As pessoas são altamente complexas e geralmente misteriosas, portanto nós lutamos para entender nossos parceiros humanos. Entretanto, agora que você superou o medo de vender, aqui estão algumas dicas básicas sobre psicologia que podem lhe ajudar.
As pessoas tomam decisões emocionalmente. Elas decidem baseadas em um sentimento, necessidade, ou emoção, não através de um processo lógico. Daí porque benefícios intangíveis são a chave para persuasão. Quando você está vendendo, você deveria perguntar a si mesmo, “Qual é o mote emocional aqui?”
As pessoas justificam suas decisões com fatos Exemplo: um homem vê uma propaganda com uma foto de um carro esportivo e instantaneamente ele se apaixona. Entretanto, ele não consegue conceber a ideia de comprar um carro baseado em um sentimento, então ele lê artigos para conhecer detalhes técnicos sobre a potência do motor, configurações de segurança e custo de manutenção. Ele quer o carro porque o faz se sentir bem. Mas ele só o compra quando ele pode justificar racionalmente.
  1. As pessoas são egocêntricas. A palavra “egocêntrico” significa centrado no ego ou em si. Nós todos vemos o mundo em termos de como ele se relaciona conosco individualmente. Então quando você pergunta a alguém para fazer alguma coisa, deve também responder a uma pergunta, “O que isso tem a ver comigo?” Em um nível mais profundo, a pergunta deveria ser “Como isto me dá status de valor?
  2. As pessoas procuram por valor Valor não é um número fixo. Valor é relativo para aquilo que você está vendendo, o que outros carregam, o que o prospect está disposto a pagar, o quanto o prospect deseja aquilo e como ele percebe a diferença entre sua oferta e a de outros concorrentes. Você deve demonstrar um valor que parece ser igual ou maior do que o preço pedido. Quanto maior o valor relativo em relação ao preço, maior a probabilidade das pessoas comprarem.
  3. As pessoas pensam em termos de pessoas O cérebro humano não é um computador, calculadora ou processador de informação. Cientistas têm mostrado que sua função primária é lidar com interações sociais. Lembra como algumas questões de matemática do ensino médio eram tidas como situações da vida real? Elas eram sempre mais fáceis de entender e resolver do que problemas abstratos. Sua leitura, portanto, deveria configurar pessoas através de nomes, pronome pessoal, cotas, testemunhos, histórias, fotos de clientes satisfeitos, etc.
  4. Você não pode forçar pessoas a fazer qualquer coisa. Quando as pessoas compram, isso não é porque você colocou algum feitiço mágico sobre elas. Você pode influenciar. Você pode empurrar. Você pode seduzir. Mas ultimamente, as pessoas fazem o que querem fazer. Isto significa que seu trabalho é mostrar como o ato de oferecer se encontra com as necessidades de seu cliente ou prospect.
  5. As pessoas amam comprar Alguns dizem que pessoas não gostam de “serem vendidas”. Isso não é verdade. As pessoas amam ser vendidas. Elas amam descobrir maravilhosos novos produtos e experiências. O que as pessoas não gostam é serem enganadas ou trapaceadas. Portanto, isso pode ser útil para mudar sua analogia do processo de marketing. Ao invés de “vender” às pessoas, tente “ajudá-las”. Vender bons produtos, fazer ofertas atraentes e tratar as pessoas cordialmente. Esta é a fórmula do sucesso.
  6. As pessoas são naturalmente suspeitas É verdade que há um idiota a cada minuto, mas a maioria das pessoas são moderadamente céticas em cada oferta. Elas procuram evitar riscos. Você nunca pode adivinhar quanto uma pessoa é suspeita, então é geralmente melhor se precaver de reclamações com provas, como testemunhos, resultado de pesquisas, endosso de autoridades, resultados de testes e dados científicos.
  7. As pessoas estão sempre procurando por algo Amor. Bem-estar. Glória. Conforto. Segurança. As pessoas são naturalmente insatisfeitas e investem seu tempo buscando for coisas intangíveis. Uma boa solução seria demonstrar ou descrever às pessoas como um produto em particular ou serviço satisfaz uma ou mais de suas necessidades.
  8. As pessoas compram “direto” por causa da conveniência e exclusividade Se as pessoas pudessem facilmente encontrar as coisas que você oferece em uma loja perto, esta loja provavelmente seria onde muitos comprariam. Então se elas não estão comprando de você diretamente por pura conveniência, elas estão comprando em outro lugar porque elas não conseguem encontrar o item (ou apenas não sabem onde procurar). Isso porque é preciso enfatizar a conveniência e exclusividade do que você deseja vender.
  9. As pessoas gostam de ver, ouvir, tocar, provar ou sentir antes de comprar. Algumas pessoas nunca compram online porque elas não conseguem examinar a mercadoria. Alguns itens, como livros e CDs, são tangíveis e familiares suficientes para serem vendidos facilmente online. Outros itens, como roupas ou comida, podem ser uma venda mais difícil – pelo menos até as pessoas terem uma experiência de compra satisfatória – porque a qualidade pode ser variável. Pense sobre como as pessoas compram as coisas nas lojas e pergunte-se se há algum elemento daquela experiência sensorial que está faltando nas suas mensagens de venda.
  10. A maioria das pessoas segue multidões A maioria de nós somos imitadores. Nós procuramos outros para nos orientar, especialmente quando nós não temos certeza sobre alguma coisa. Nós perguntamos, “O que os outros pensam sobre isso? O que os outros sentem? O que eles fazem?” Então nós agimos de acordo com eles. Daí porquê testemunhos e histórias de caso são tão influentes nas nossas decisões.
A psicologia é uma linha de estudo profunda e eternamente reveladora. Há um grande benefício em conhecer não somente o que as pessoas fazem, mas também porque fazem.
Por Dean Rieck (Direct Creative Blog)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Carta para meu pai

Pai,

O amor é indescritível.
Não ouso chamá-lo de sentimento porque sensações são perceptíveis apenas aos sentidos humanos.
Por isso, digo que o amor é um dom. Um dom divino.
Pais e mães, em sua maioria, são acometidos pelo amor.
Esse dom tão enigmático que nós humanos o classificamos de incondicional quando não sabemos racionalizar as renúncias próprias que fazemos pelo outro.

Mas tenho certeza que isso é amor, pois Deus deu a vida de seu único filho por amor. Estas palavras que hoje escrevo vieram depois de eu ter ouvido uma música que há tempos não escutava, "O Mundo Anda Tão Complicado", do Legião Urbana. Mas o trecho que me chamou atenção foi:

"...Quero ouvir uma canção de amor que fale da minha situação
De quem deixou a segurança do seu mundo por amor
Por amor."

Abdicar, renunciar. Acredito que sejam os verbos mais frequentes em nossas vidas depois que nos tornamos pais e mães. Porém, só entende a necessidade da renúncia quem ama.

Ainda não sou mãe, mas por duas vezes já renunciei por amor: quando fui para Curitiba e quando voltei para Belém.

Agradeço a Deus por ter me dado o dom de amar. Pois só assim posso retribuir um pouco do amor que recebo todos os dias.

Um dia todos vamos partir desse mundo, só não sabemos quando.

Por isso, queria lhe pedir um favor: me escreva uma carta. Coloque nela todos aqueles grandes conselhos que só você sabe e tem para me dar.

E então, assim, lhe terei para sempre por todos os dias restantes de minha vida.

Por Natascha Lopes

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adversidades

Quem já passou por experiências desafiadoras e soube tirar proveito delas sabe que a adversidade é a “mãe das possibilidades”, pois é através delas que aprendemos a enxergar um novo mundo.

São as adversidades que nos fazem amadurecer, elas nos fortalecem. Mas, o fator decisivo para aprender e tirar proveito das adversidades é o significado que atribuímos àquilo que nos acontece.

Sem dúvida, sempre há uma lição para cada experiência desafiadora. Existem pessoas que diante de uma situação enxergam apenas a dificuldade, ou seja, focam o problema.

Outras pessoas, diante da mesma situação, enxergam uma oportunidade ou um desafio que pode inspirar o crescimento e a aprendizagem.

Quando estamos diante de uma adversidade temos que fazer uma escolha inteligente, ou seja, é preciso ampliar o olhar sobre a experiência e atribuir um significado otimista, sem deixar de ser realista. O fracasso, por exemplo, não pode ser motivo para desistência ou depressão, mas uma experiência de aprendizagem e renovação.

Por mais difícil que possa parecer uma determinada situação, faça acontecer com as ferramentas que você tem em mãos.

Isso é superação: fazer o seu melhor em cada momento; ir além do que se julga capaz.

Existem vários exemplos de pessoas que se superaram diante de problemas que pareciam limitar toda uma vida. São verdadeiros “heróis” que não voam, não fazem mágicas, mas são heróis de si mesmos, pois escolheram dar novos significados àquilo que lhes aconteceu.

Christopher Reeve, que faleceu em outubro de 2004, famoso ator que interpretou o papel de Super-Homem, disse que:

“Um herói é um indivíduo comum que encontra força para perseverar e resistir apesar dos obstáculos devastadores”.

Reeve sofreu um grave acidente em maio de 1995, quando caiu de um cavalo, ficando completamente imóvel do pescoço para baixo. Ele podia ficar trancado em sua casa para o resto da vida, mas escolheu ser um ativista pelos direitos dos deficientes, criando, inclusive, a Fundação Christopher Reeve para a Paralisia. Além do mais, fez campanha pela pesquisa com células-tronco, era atuante da Unicef e publicou algumas obras, sendo que uma delas, “Ainda Sou Eu – Memórias”, recebeu um Grammy de melhor álbum falado de 1999.

Outro grande exemplo de superação vem do pianista e ilustre maestro brasileiro João Carlos Martins. O maestro teve que se afastar da música várias vezes, mas sempre persistiu e deu a volta por cima. Foram várias as adversidades enfrentadas por ele, uma delas foi quando em um jogo recreativo de futebol, ele caiu sobre uma pedra e perfurou um nervo do braço. Outra foi em 1985, quando descobriu sofrer de LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e interrompeu novamente sua carreira. Depois de um tempo, teve que fazer tratamento na mão direita e os médicos então resolveram cortar o nervo da mão e o maestro perdeu os movimentos. Mesmo com tudo isso, ele continuou usando apenas a mão esquerda.

Em 1995, João Carlos foi agredido com uma barra de ferro que o atingiu gravemente na cabeça durante um assalto, e como consequência, teve o lado direito de seu corpo paralisado. Hoje João Carlos ainda continua se superando. Ele voltou a estudar aos 64 anos e se formou como maestro. Incapaz de segurar a batuta e virar as páginas das partituras, teve que memorizar nota por nota, demonstrando ainda mais sua dedicação à música. O mais interessante é que o maestro toca piano com poucos dedos das mãos e deixa muitas plateias emocionadas mundo afora devido ao seu talento e exemplo de superação. Numa matéria publicada na revista Isto é Gente, em dezembro de 2003, o maestro disse que, “se sobrar apenas o dedão, vou continuar tocando”.

Atualmente, ele realiza um importante trabalho de inclusão social com a Bachiana Jovem. Em 2011, a escola de samba do carnaval de São Paulo “Vai Vai”  apresentou um enredo homenageando o maestro brasileiro. E por mérito, ela foi a campeã.

Quando você se depara com uma situação-problema, como costuma reagir? Pensa que é impossível, é difícil e que você não será capaz de se superar? Ou se esforça para encontrar um meio para tornar o que parece impossível em possível? Você atribui uma carga emocional negativa demasiada para a situação, ou concentra suas melhores energias para lidar com coragem e inteligência?

Toda vez que a adversidade bater à sua porta faça duas perguntas a si mesmo:

E se fosse possível? Quais são os caminhos que posso escolher para sair da situação limitante e me superar?

Prezado leitor, nunca desanime diante de qualquer adversidade. Por mais limitante que sejam as condições envolvidas, não se encolha.

Faça o seu melhor e encare com inteligência os percalços.

Escolha produzir grandeza todos os dias, fazendo da adversidade uma “mola propulsora” para o seu sucesso pessoal e profissional.

Você pode muito mais, acredite!

Por Cersi Machado