Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo
Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro,
E não para encobrir meu medo.
E, quando me calo, quero fazê-lo por amor,
E não por temer as consequências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim.
Por medo de errar, não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho e inaceitável,
Por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante por medo de que, se não, poderia ser ignorado.
Por convicção e amor, quero fazer o que faço
E deixar de fazer o que deixo de fazer
Do medo, quero arrancar o domínio,
E de lá, o amor.
E quero crer no reino que existe em mim.
Rudolf Steiner, pai da ciência médica e humanística chamada Antroposofia. Livro de Pensadores da Artemísia. Centro de Desenvolvimento Humano e Antroposófico. São Paulo, 1990.
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