domingo, 21 de agosto de 2011

A psicologia subserviente da propaganda


Cada um de nós está sujeito de 3.000 a 10.000 exposições de marca todos os dias através dos comerciais de TV, dos outdoors, banners na internet, e também nas camisetas dos vizinhos ou no cafezinho com os colegas de trabalho.

Nos dias atuais, as empresas estão encontrando diferentes maneiras de aplicar elementos da psicologia comportamental em suas propagandas e campanhas de marketing, mas isso não é um campo novo.



Várias pessoas desempenharam papéis-chave no novo casamento entre psicologia e propaganda.

Com todos os consumidores expostos à propaganda diariamente, poucas tendências de fato emergem. Hoje, os consumidores são bombardeados por jargões, pop-ups, endosso de celebridades e outros métodos que têm se tornado comuns.

Em 1895, Harlow Gale, um dos primeiros psicólogos a trabalhar com propaganda, enviou um questionário à empresas de Minnesota para estudar o processo da propaganda nas pessoas. Apenas 10% das empresas responderam, mas mudariam mais tarde sua sintonia.

Em 1903, Walter Dill Scott publicou “Teoria e Prática da Propaganda”, no qual ele argumenta que as pessoas são altamente sugestionáveis e obedientes. Ele ganhou visibilidade com sua contribuição científica ao envolvimento psicológico na propaganda.

Em 1920, John B. Watson disse que a propaganda eficiente apela para emoções inatas: amor, medo e raiva. Ele também acreditava em endosse de celebridades e pesquisa de mercado, usando dados demográficos para definir o público certo de consumidores.

ESTRATÉGIAS DE MARKETING MAIS UTILIZADAS

1. As marcas usam jargões para falar com seus consumidores de forma mais intimista. Como na maioria das propagandas, os jargões exigem uma resposta emocional dos consumidores, criando associações com o produto.

2. Está provado que o approach “Experimente Antes de Comprar” é extremamente eficiente. “Grátis” é uma das palavras mais poderosas na propaganda, incitando os consumidores a experimentar novos produtos todos os dias.
3. Testemunhos na propaganda têm o objetivo de dar aos consumidores prova que eles não estão perdendo seu tempo. O testemunho mais eficiente dá menos chance à objeções por parte do consumidor, além de tirar dúvidas que ele possa ter.

4. Uma celebridade bem conhecida representando um produto aumenta a credibilidade de uma marca. As pessoas estão mais dispostas a acreditar em uma celebridade com uma reputação positiva mesmo que a empresa não seja tão popular.

5. As pessoas sempre estão procurando por bons negócios. Propagandas que oferecem  um percentual de desconto, desconto em dinheiro, ou um vale-desconto levam os consumidores a comprar mais facilmente.

6. Dar aos consumidores um prazo, ofertas com data para terminar, ou estoque limitado também incentivam as compras. Pesquisas mostram que propaganda com ênfase na pressão do tempo são mais eficientes para produtos caros como eletrônicos, por exemplo.

7. Propagandas que mostram atributos e resultados de um determinado produto atingem em cheio o cérebro do consumidor.  Citar os resultados de um produto pode ajudar o consumidor a entender como ele funciona.

8. O boca-a-boca é uma propaganda poderosa. Mais do que o endosso de testemunhos de celebridades, as pessoas acreditam em seus amigos. Propagandas podem sugerir que os amigos dos consumidores já usam e amam um produto.

COMO INFLUENCIAR O SUBCONSCIENTE DE SEU TARGET

1. FAÇA SUA LOGO FALAR COM SEU CONSUMIDOR: pesquisadores têm descoberto que a exposição à marcas podem ter um grande impacto sobre tudo, desde um consumidor honesto a um consumidor criativo. Quando estamos expostos a logos, elas ativam uma série de associações que temos com aquela marca, nos levando a exibir comportamentos que são consistentes com a imagem da marca.

2. FAÇA-O FELIZ COM SEUS PRODUTOS: nem toda propaganda é desenhada para falar sobre as propriedades de um produto. Pesquisas sugerem repetidamente mostrar um produto (sabão em pó, por exemplo) cercado de coisas que sentimos serem boas (flores e nascer do sol). Isso nos faz sentir bem em relação ao produto, um processo chamado de condicionamento afetivo.

3. FAÇA-O QUERER PAGAR MAIS: publicitários querem fazer uma venda, e recente pesquisa sugere que eles podem influenciar seu subconsciente para uma compra maior. Um estudo publicado no Jornal de Pesquisa do Consumidor sugere que repetidas exposições à marcas de luxo podem de fato ajudar a induzir compras grandes.

4. FAÇA-O REVIVER LEMBRANÇAS: pesquisas têm mostrado que algumas propagandas têm o poder de distorcer as lembranças de uma pessoa. Do mesmo modo, testemunhas de um crime podem ser levadas a acreditar que viram alguma coisa que não viram. Portanto, consumidores podem ter suas lembranças revisadas. Desde que a lembrança seja maleável, publicitários poderiam converter consumidores que pensavam ter uma experiência ruim com um determinado produto.

5. MOTIVE-OS: você não está louco – as lojas realmente estão gritando. Pesquisas mostram que os consumidores fazem mais compras impulsivas quando são mais estimulados. A loja de música tem o som nas alturas para aguçar os ouvidos de quem passa, o que enfraquece o auto-controle. Diferentes tipos de música podem obter diferentes respostas dos consumidores.

FONTE: BuySellAds.com

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